África
Martin Fayulu acusa Tshisekedi de tentar prolongar permanência no poder na RDC
O opositor congolês Martin Fayulu acusou, o Presidente da República Democrática do Congo, Félix Tshisekedi, de pretender manter-se no poder para além do limite constitucional de dois mandatos presidenciais.
Segundo Fayulu, Tshisekedi estaria disposto a permanecer na liderança do país “a qualquer custo”, numa altura em que cresce o debate político interno sobre a sucessão presidencial e o respeito pelos limites constitucionais.
No poder desde 2019, Félix Tshisekedi deverá abandonar a presidência em 2028, após cumprir o limite máximo de dois mandatos previsto na Constituição congolesa, que considera esta cláusula como imutável.
Apesar disso, durante uma entrevista concedida na quarta-feira, o chefe de Estado afirmou não estar a solicitar um terceiro mandato, mas admitiu que aceitaria continuar no cargo “se o povo assim o desejasse”.
As declarações foram interpretadas por sectores da oposição como um sinal político preocupante e reacenderam receios de uma eventual tentativa de revisão constitucional ou de prolongamento indirecto do poder.
Martin Fayulu, uma das principais vozes da oposição congolesa, tem sido um crítico persistente da governação de Tshisekedi e acusa o actual Executivo de falhar no combate à corrupção e na resolução dos conflitos armados que continuam a afectar várias regiões do leste do país.
A República Democrática do Congo enfrenta, há vários anos, desafios ligados à instabilidade política, insegurança interna e crise humanitária, factores que continuam a marcar o debate político nacional à medida que o país se aproxima de um novo ciclo eleitoral.
