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Partidos Politicos

Manuel Fernandes pondera abandonar presidência da CASA-CE

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Depois da fracassada participação da Convergência Ampla para Salvação de Angola-Coligação Eleitoral (CASA-CE), nas eleições gerais de 24 de Agosto deste ano, cujos resultados foram diferente dos pleitos anteriores,  de 2012 e 2017, onde havia se tornado na terceira força política Angolana, Manuel Fernandes pondera retirar-se da presidência única coligação de partidos que participou da disputa eleitoral.

A formação política liderada pelo economista Manuel Fernandes, nas eleições do mês passado, obteve 0,71% votos, de acordo com os dados definitivos divulgados pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE), que impossibilitou não alcançar sequer um assunto na Assembleia Nacional, tendo evitado a extinção.

O futuro político da coligação e sua permanência no panorama político nacional continuam um “enigma” a ser desvendado.

O Correio da Kianda soube de uma fonte próxima do Colégio Presidência da CASA-CE, que no próximo dia 08 de Outubro de 2022, o Conselho Consultivo da CASA-CE, vai reunir-se em  extraordinário para em definitivo desenhar os próximos passos para reconstrução ou demolição da ‘CASA’ fundada por Abel Chivukuvuku.

A nossa fonte revelou que neste momento na CASA-CE vive um clima de discrepação e acusações. Alguns dirigentes desta formação política já não aparecem nos encontros e reuniões.

O nosso jornal soube ainda, que a reunião do Conselho Consultivo Nacional convocado para 8 de Outubro, foi agendada sob pressão dos presidentes dos partidos políticos que formam a CASA-CE e que o actual presidente, Manuel Fernandes, pondera apresentar demissão, para se dedicar exclusivamente ao seu partido PALMA-Nova Angola.

A fonte disse também que Manuel Fernandes “já não está mais agüentar a pressão e acusações” vindas dos seus companheiros, por esta razão pretende dar vida ao seu próprio partido onde é presidente e dar nova dinâmica igual ou superior ao que efectuou em pouco menos de dois anos na CASA-CE.

Uma das prioridades de Manuel Fernandes, segundo a nossa fonte, será rejuvenescer PALMA-Nova Angola,  “mobilizando para ingresso de novos militantes e aproveitando esta ansiedade da juventude em criar uma outra força política para participar nas próximas eleições”.

De recordar que a CASA-CE foi fundada em 2012, na sua primeira participação nas eleições gerais daquele ano, em que conseguiu eleger oito assentos no Parlamentos, tornando-se na terceira maior força política angolana.

Já em a sua segunda competição eleitoral, ainda liderada, sob liderança do político Abel Chivukuvuku, a CASA -CE conseguiu duplicar os resultados para 16 deputados nas eleições de 2017. Dois anos depois, a CASA-CE viveu um periodo de crise de liderança com a expulsão de Abel Chivukuvuku em 2019, e mais tarde, André Mendes de Carvalho(Miau), assumiu a liderança. Em pouco menos de dois ano, Miau viu-se forçado a abandonar a liderança por decisão do colégio presidencial, que veio eleger posteriormente Manuel Fernandes, que levou a CASA-CE às eleições de 24 de Agosto onde, obteve um dos seus piores resultados desde que foi fundada.

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