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África

“Manifestações têm sido usadas como estratégia para desestabilizar Estados em África”

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As alegadas manifestações pacíficas têm sido usadas como estratégia política para desestabilização de Estados em África. A opinião foi esta quarta-feira, 25, manifestada à Rádio Correio da Kianda pelo especialista em governação e gestão pública, Denílson Duro.

Em causa está o golpe de Estado ocorrido ontem, no Níger, por membros da guarda presidencial que tomaram o palácio do presidente, Mohamed Bazoum, e fizeram-no refém, na capital Niamey.

O fazedor de opinião diz ainda que agendas paralelas, bem como a conquista do poder à margem dos princípios democráticos, podem ser apresentadas como as principais razões de golpes de Estado em África.

O respeito aos resultados eleitorais e pelo poder instituído por legitimidade popular seriam, na visão de Denílson Duro, algumas formas de evitar a idealização de práticas que condicionem a estabilidade política e os direitos humanos de qualquer país do continente africano.

De recordar que a história do Níger é rodeada de golpes de Estado que abalaram a sua estabilidade política. Em 2021, pelo menos 100 pessoas morreram em ataques a aldeias, minutos antes do anúncio das eleições presidenciais.

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