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Mango continua sendo uma das piores figuras jovens angolanas

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Desde que Alicerces Paulo Bartolomeu Mango ascendeu ao caldeirão máximo da Juventude Unida Revolucionária de Angola (JURA), agremiação juvenil da UNITA, fruto do IIIº Congresso Ordinário da organização em que saiu vencedor com 156 dos votos escrutinados, a JURA “desembocou” de rompante para uma fase de envelhecimento precoce.

Ora, do ponto de vista sociológico, a forma de ser estar de uma organização depende “intrinsecamente” de sua liderança. Logo, a JURA é hoje o reflexo inconfundível de Aly Mango que há mais de um ano à frente da organização se revela incapaz de protagonizar qualquer facto político que vise engrandecer o partido e despir o regime que já nem precisa de muita imaginação para expô-lo negativamente ao povo, tendo em vista as Eleições Gerais aprazadas para Agosto de 2017.

 Aly, rebento de Adolosi Alicerces Mango, ex-secretário-geral da UNITA, morto na sequência dos confrontos de 1992, em Luanda, foi eleito secretário-geral da JURA na segunda volta do processo de votação, tendo obtido 156 votos, contra 116 de Agostinho Kamuango que ficou em segundo lugar.

 Antes disso, a juventude da UNITA era visivelmente dinâmica. O seu então líder Mfuca Fuacaca Muzemba (supostamente excluído do quadro de honra dos anteriores secretários durante o Congresso da JURA), natural do Cazenga, suspenso por alegadamente ter recebido dinheiro de operacionais dos Serviços de Inteligência Militar (SIM) para “corromper” membros do Movimento Revolucionário (MR) e abortar manifestações, foi a título pessoal, organizador de inúmeros protestos contra a administração de José Eduardo dos Santos, consequentemente, o partido vinha por arrasto.

 No entanto, alguns poderão argumentar que a oposição não é só feita com marchas de protestos ou que o que era feito por Muzemba e seu staff seja apenas confusão. Errado! É óbvio que o MPLA cria condições propiciadoras para ser corrigido e se lhe apresentar soluções. Mas a direcção de Aly Mango nada faz. Até Makuta Nkondo ainda provocava algumas reacções mesmo quando estava na sua anunciada hibernação.

Entretanto, de 2015 para cá, o país registou a pior crise de lixo, atropelamentos por falta de postes de iluminação nas estradas, a morte de inúmeros petizes por malária e febre-amarela nos hospitais públicos, muitos jovens viram-se impedidos de ingressar às universidades face ao aumento das propinas, outros desistiram, dado o excesso de juros de mora cobrados pelas administrações financeiras das universidades, 17 jovens (muitos dos quais são amigos de dirigentes da JURA) foram presos e condenados por alegada associação de malfeitores e actos preparatórios de rebelião e etc, mas diante de tanta injustiça imposta aos jovens angolanos, a JURA de Alicerces Paulo Bartolomeu Mango revelou-se indiferente ou, na melhor das hipóteses, incapaz de mobilizar apoio para inverter a “triste” realidade.

 Para muitos, a JURA seria melhor servida se tivesse à sua testa jovens como Sebastião Salakiaco ou Isaías Dembo.

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