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Crónica

Mali e Senegal rugem alto e abrem caminho às meias-finais

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O Afrobasquete está ao rubro! Já não é apenas um torneio, é uma guerra santa de talento, suor e coragem. As arquibancadas vibram, os narradores quase perdem a voz e os jogadores transformam o pavilhão numa arena onde só sobrevivem os mais fortes.

O Mali mostrou que tem sangue de campeão. Foi preciso prolongamento, foi preciso coração, foi preciso um homem chamado Aliou Fadiala Diarra. O poste maliano não jogou basquetebol, ele pintou um quadro inesquecível: 35 pontos, 16 ressaltos, 3 assistências e uma eficiência de 50. Isso não é estatística, é poesia escrita no aro! Quando ele caiu em campo, parecia carregar toda uma nação nos ombros, e no fim deixou a Costa do Marfim pelo caminho (102-96).

Do outro lado, o Senegal transformou a Nigéria num mero espectador. Vitória clara, 91-75, com Jean Jacques Boissy a brilhar como maestro. Não corre, desliza. Não lança, dispara. Boissy não é só jogador, é uma obra de arte viva. Se há candidato a MVP deste Afrobasquete, ele está de verde e amarelo.

Agora, Mali e Senegal cruzam-se nas meias-finais. Vai ser um choque de titãs, um duelo que já cheira a final antecipada.

Mas antes da bola ao ar, os olhos estão em Luanda: Angola e Cabo Verde disputam esta quinta-feira, 21, às 19h, a última vaga. Só um poderá juntar-se à festa. E não nos esqueçamos  colossos como Tunísia e Sudão do Sul já caíram pelo caminho.

O palco está pronto. As luzes do Multiusos do Kilamba já brilham, esperando um espetáculo de arrepiar.

E como diriam Mário Gerson e Manuel da Costa: “segurem a respiração, porque não vai ser para cardíacos”.

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