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Mali acusa Paris de imprimir notas falsas de franco para prejudicar economia local

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O Governo de Transição do Mali acusou Paris de ter impresso notas falsas para prejudicar a economia do país.

O líder maliano Assimi Goïta chegou mesmo a apelar ao abandono do Franco CFA, uma moeda colonial, em favor de uma moeda local, cita a imprensa maliana.

O Franco CFA, cuja sigla “CFA” corresponde a Communauté Financière d’Afrique (Comunidade Financeira Africana), é a moeda de oito estados independentes que abrange uma área de 3.500.000 quilómetros quadrados na África Ocidental. É utilizada no Benim, Burquina Fasso, Costa do Marfim, Guiné-Bissau, Mali, Níger, Senegal e Togo.

Recordou, inclusive, que a mesma tática terá sido utilizada contra a Guiné, em 1960. Segundo Goïta, Bamako recorreu à Guiné para o seu comércio após a imposição de sanções ao Mali pela CEDEAO, em 2022.

“Na verdade, as taxas portuárias para os malianos neste país eram três vezes mais elevadas”, denunciou.

Para Assimi Goïta, actualmente, o Mali enfrenta três tipos de terrorismo: armado, mediático (mentiras e notícias falsas “para nos colocar uns contra os outros”) e económico.

O líder do Mali fez tais declarações após o lançamento das obras de construção da Universidade de Sikasso, do Plano Nacional de Resposta à insegurança alimentar e da inauguração do viaduto e do estádio Babemba Traoré.

Entretanto, até o momento, a França de Emmanuel Macron não se pronunciou sobre as acusações.

A junta militar do Mali, que se autodenomina de governo de transição, assumiu o poder após um golpe militar em 2020 e desde então tem dado prazos para convocar eleições que não tem cumprido.

O último, de dois anos, expirou a 26 de Março, e perante a falta de convocação de eleições, dezenas de partidos políticos pediram à junta a sua realização, após, o que o governo golpista suspendeu as suas actividades, tendo aumentado o período de transição em mais cinco anos.