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Partido do Presidente cessante do Malawi denuncia fraude eleitoral

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No Malawi, o partido do Presidente cessante, Lazarus Chakwera, afirmou este domingo,21, ter provas de que foram cometidas fraudes nas eleições presidenciais e legislativas de terça-feira última, cujos primeiros resultados parciais lhe são desfavoráveis.

 Os primeiros resultados oficiais relativos a um número limitado de distritos dão uma clara vantagem ao ex-Presidente Peter Mutharika, de 85 anos.

Entretanto, Chakwera acusou o Partido Progressista Democrático de Mutharika de tentar “roubar o seu caminho para a vitória”.

Vitumbiko Mumba anunciou que o seu Partido do Congresso do Maláui (MCP, na sigla em inglês) apresentou um recurso junto da comissão eleitoral.

O Presidente cessante Lazarus Chakwera, de 70 anos, e o MCP tinham vencido as eleições de 2020 na sequência da anulação judicial das de 2019, devido a graves irregularidades envolvendo o partido de Mutharika.

Na sexta-feira, o MCP já tinha relatado irregularidades e a polícia anunciou desde então a prisão de oito escrutinadores eleitorais suspeitos de manipulação de resultados.

A comissão eleitoral tem até quarta-feira para anunciar os resultados definitivos.

Por sua vez, o Partido DPP de Mutharika repetiu à imprensa que a sua própria contagem o dava como vencedor.

A responsável pelas eleições do partido, Jean Mathanga, declarou que “esta eleição já estava ganha, e que a mudança está a chegar”.

Importar que a crise económica durante o primeiro mandato de Chakwera, com uma inflação a atingir 33%, impôs-se como o tema central do escrutínio neste país onde mais de 70% dos cerca de 21 milhões de habitantes vivem com menos de 2,15 dólares por dia.

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