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Malária: O ‘’mal que nunca acaba’’

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A malária é a doença que continua a registar maior número de notificações na província de Luanda, Malanje, Kwanza Norte, Kuando Cubango, e Cabinda, resultando da imensa população e as grandes dificuldades de saneamento básico.

Os dados são revelados a partir do estudo do centro de investigação da universidade católica de Angola (CEIC), do Ano de 2015, onde o quadro é apresentado com 27 por cento de notificações na província de Luanda.

Segundo os dados dão conta que Malanje, Kwanza Norte têm maior taxa de incidência de Malária com 341 casos por cada habitante, e no Kwanza Norte com 268, Kuando Kubango com 267, e Cabinda com 256.

Segundo uma fonte do Correio Kianda dá conta que os Estados Unidos da América vão voltar a doar 34 milhões de dólares para formação de técnicos de saúde a nível provincial e municipal de combate a malária em Angola.

Já o médico da província do Kwanza Norte, Pedro Mavinga explica que todos dias nos hospitais diagnosticam vários casos de malária, que as vezes o paciente chega já nos hospital a ‘’delirar’’.

Ainda acrescenta que ‘’ para se estancar a malária no País o Estado Angolano tem de investir mais no orçamento geral do estado (O.G.E), não basta as doações que vêem do exterior para acabarmos com este mal, e melhorar rapidamente o saneamento básico, se Angola não ter políticas sociais nesta área vamos continuar a padecer de malária ’’ Esclareceu

‘’ Países como África do Sul já estancou esta doença com uma vacina que imuniza o corpo durante dez anos, nós estamos a regredir cada vez que o mundo vai tomar outros contornos nas dinâmicas que as sociedades vão tendo’’ Conclui

De acordo com Joaquim Pedro técnico de saúde do hospital municipal de Quiculungo afirma que a taxa de mortalidade por causa de malária é constante, por falta de medicamento nos hospitais.

‘’ Há uma semana que um paciente morreu nas minhas mãos, porque no hospital não tinha nada, eu fiz tudo por tudo, mas não deu certo’’ adianta ainda que as pessoas só vão aos hospitais a busca de receita, e mais nada, ‘’o país precisa de ser revestido, os hospitais parecem ser um cobertor remendado por mil vezes’’ Asseverou

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