Angola que dá certo
Malanje: Calandula realiza feira da saúde e da cidadania para cobrir zonas cinzentas
Arrancou na manhã deste domingo, 22, a Feira da Saúde e da Cidadania para atender a especialidades médicas que o hospital Municipal não possui. A feira é organizada pelo FAS, em parceria com a Administração Municipal de Calandula.
Tratam-se das especialidades de pediatria, medicina geral, optometria, oftalmologia, ginecologia com direito a ecografia e de estomatologia.
Mais de mil pessoas acorreram na manhã deste domingo, ao Jardim Municipal de Calandula, em Malanje, para fazer consultas de diversas especialidades médicas.
O vice-governador de Malanje para o sector Político, Social e Económico, Franco Mufinda, que procedeu a abertura da feira, referiu que a previsão é que durante os três dias da feira sejam atendidos três mil pessoas nas várias especialidades médicas.
Franco Mufinda manifestou o desejo de ver realizada a feira com alguma regularidade naquele município da província de Malange.
“O papel do governo é, obviamente, dar saúde e educação à população, mitigar a questão da pobreza, assegurar que tenhamos o acesso a segurança alimentar”, afirmou.
De acordo com o governante, “quitandas da saúde acabam por serem pontos culminantes para poder cobrir as zonas cinzentas que as unidades sanitárias expressam”.
Franco Mufinda explicou ainda que o sistema de Saúde é composto pelos ADECOS, a nível das comunidades e os postos de Saúde.
“Quando não há competências, a referência é o centro de saúde, como é o caso de Calandula. O centro de saúde tem um determinado número de serviços que não cobre todas as necessidades, por isso devemos ter, de forma cíclica, as quitandas da saúde, para trazer especialidades que fogem muito as competências do município”, disse, saudando os 30 anos do FAS – Instituto de Desenvolvimento Local.
Ressaltou que com a feira da saúde, o FAS está a contribuir para que a população daquela região tenha acesso universal de Saúde. A feira abrange igualmente a campanha de registo civil e atribuição de Bilhete de Identidade.
Para Franco Mufinda, esta componente do FAS serve para dar a cidadania aos cidadãos que não têm registo.
“Ainda temos aqui pessoas adultas que sem documentos. Portanto, está aqui, uma janela de oportunidades para poder realizar o seu registo”, sublinhou.
