Connect with us

Politica

Major bilionário possuía quase vinte malas com mais de USD dez milhões em casa

Published

on

O Serviço de Investigação Criminal (SIC) deteve em posse do Major Pedro Lussaty, oficial das Forças Armadas Angolanas (FAA), afecto à Casa de Segurança do Presidente da República, 45 imóveis, dos quais, uma penthouse no Talatona e cinco apartamentos em Lisboa.

Foram apreendidos ainda em posse do Major, um apartamento na Namíbia; dois iates de luxo, dezanove malas em casa com USD 10 milhões, 700 mil euros e 800 milhões de kwanzas; duas dezenas de relógios de luxo revestidos de diamantes e ouro rosa e quinze viaturas top de gama e comprovativos de transferência bancária no exterior no valor de USD 1 bilhão.

Ao ser detido no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, em Luanda, o também chefe das Finanças da banda musical da Presidência da República, não conseguiu justificar a origem do dinheiro.

Em 2018, o Correio da Kianda já havia noticiado que o Major Pedro Lussaty, então funcionário da secção das Finanças para a banda de música da Presidência, estava a ser acusado de desviar, mensalmente, 11 milhões de kwanzas do orçamento destinado ao pagamento dos salários dos músicos, enquanto estes, em sua maioria, vivem em casas de renda, em zonas de alto risco e sem segurança.

A operação integra “um esquema antigo em que estão envolvidos muitas altas patentes” das FAA.

Ontem, a Procuradoria-Geral da República emitiu um comunicado a informar que o Presidente da República, João Lourenço, apoiado na Lei de Defesa Nacional e das Forças Armadas Angolanas, e depois de ouvido o Conselho de Segurança Nacional, exonerou os seguintes Oficiais Generais:

Tenente-General Ernesto Guerra Pires, do cargo de Consultor do Ministro de Estado e Chefe da Casa de Segurança do Presidente da República;

Tenente-General Angelino Domingos Vieira, do cargo de Secretário para o Pessoal e Quadros da Casa de Segurança do Presidente da República;

Tenente-General José Manuel Felipe Fernandes, do cargo de Secretário-Geral da Casa de Segurança do Presidente da República;

Tenente-General João Francisco Cristóvão, do cargo de Director de Gabinete do Ministro de Estado e Chefe da Casa de Segurança do Presidente da República;

 Tenente-General Paulo Maria Bravo da Costa, do cargo de Secretário para Logística e Infra-Estruturas da Casa de Segurança do Presidente da República;

Brigadeiro José Barroso Nicolau, do cargo de Assistente Principal da Secretaria para os Assuntos dos Órgãos de Inteligência e Segurança de Estado da Casa de Segurança do Presidente da República.

Ainda de acordo com a nota da PGR, datada de 24 de Maio, todos estão a ser investigados por suspeita de cometimento dos crimes de peculato, retenção de moeda, associação criminosa e outros.

Em posse dos oficiais citados anteriormente, foram apreendidos valores monetários em dinheiro guardados em caixas e malas, na ordem de milhões em dólares norte-americanos, euros e em kwanzas, bem como residências e viaturas.

A nota informa ainda que “a prática dos factos que estiveram na base da abertura do aludido Processo remonta há muitos anos atrás”.

O processo foi tornado público ontem, ao ser veiculado no telejornal da Televisão Pública de Angola (TPA) e está a ganhar grande repercussão nas redes sociais.

Cabritismo na Banda de Música da Presidencia da República: Há 14 anos que os músicos recebem salario em mão