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“Mais importante não é quem começou, mas trabalhar para implementação das autarquias”

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O activista cívico Kambolo Tiaka Tiaka apelou aos políticos à despartidarização das acções e discurso sobre a realização das autarquias locais em Angola.

O também docente universitário reagia às declarações, no fim-de-semana, dos presidentes dos dois maiores partidos políticos no país, que afirmaram serem mentores da iniciativa para a realização das autarquias no país.

Segundo o activista, o mais importante não é quem começou, mas trabalhar para que se implemente as autarquias o mais breve em Angola. Defende, por outro lado, a exigência da sua realização.

“Nós pensamos que quem começou, não é um debate. O debate mesmo é encontrarmos estratégias para que isto aconteça. Devemos conversar, devemos nos unir, devemos falar mais e devemos encontrar caminhos para que as autarquias seja um facto”, afirmou, acrescentando que “se entre os caminhos a manifestação for uma das metodologias para que cheguemos às autarquias, vamos à manifestação, e se for um diálogo, uma concertação, um fórum vamos ao for um ou concertação”.

Lembrar que o Presidente do MPLA, João Lourenço, disse, em acto político de massa no sábado, em Luanda, que foi o seu partido que deu iniciativa de se implementar as autarquias em Angola e que não se pode cobrar ao MPLA ou a si a sua efectivação, mas sim aos deputados à Assembleia Nacional, pois é lá que deve ser concluída a aprovação do pacote legislativo autárquico.

“Para além da iniciativa ter sido nossa, nós preparamos as propostas de Lei, e são propostas de Leis e não projectos de Lei, porque vêm do executivo, mas os partidos políticos também têm iniciativa legislativa”, afirmou o líder dos ‘camaradas’.

Segundo João Lourenço, é na Assembleia Nacional, os seus locais de trabalho, onde os deputados devem dedicar-se para aprovação e não cobrar a si, pois ele não é deputado.

Por sua vez, o Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, rebateu, em Cabinda, a afirmação do seu opositor político dizendo que foi ideia sua.

“Mandaram-me um áudio duma pessoa que tem muitas responsabilidades na chefia do Estado. Essa pessoa afirmou ‘quem tomou a iniciativa das autarquias fui e’… fui eu quando convoquei o Conselho da República, sabem em que ano foi? 2018”, cita.

Explicou que foi o seu partido que tomou a iniciativa em 2012, mas que só no ano seguinte foi agendada para discussão na Assembleia Nacional.

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