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Sociedade

Mais de um milhão de crianças serão vacinadas contra a pólio, sarampo e rubéola

Manuel Camalata

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Arrancou na manhã desta sexta-feira, 4, a terceira fase da campanha nacional integrada de vacinação contra a poliomielite, o sarampo e a rubéola para as províncias de Luanda, Cuanza Sul e Cuanza Norte. No acto de abertura, a ministra de Estado para Acção Social, Carolina Cerqueira, disse que a previsão é de se vacinar um milhão e quinhentos e oitenta mil crianças menores de cinco anos.

A ministra de Estado para Acção Social, Carolina Cerqueira, que presidiu o acto de lançamento da terceira fase da campanha de vacinação contra a poliomielite, o sarampo e a rubéola, de administração da vacina A às crianças menores de cinco anos, no município do Cazenga, disse que está prevista a vacinação de 1.580 mil crianças nas províncias de Luanda, Cuanza Sul e Cuanza Norte.

Para a governante, a campanha hoje lançada representa o compromisso do Governo angolano que prioriza a universalidade do acesso as vacinas para a redução da mortalidade infantil no país. Carolina Cerqueira explicou que devido a situação da pandemia da covid-19 impede que sejam os vacinadores a ir ao encontro das crianças.

Considerou a vacinação como uma das intervenções de saúde que melhor representa a valência do custo/benefício, “uma vez que o recurso investido hoje representa um capital humano saudável no futuro”, disse, citando estudos da organização mundial da saúde, segundo o qual, em cada dólar investido em vacinação há um retorno de 16 dólares em produtividade.

Para o representante da OMS em Angola, Javier Arramburu o facto de a região africana ter sido declarada livre do vírus da poliomielite selvagem, em Setembro de 2020, representa o esforço que tem sido feito pelos governos dos países africanos. Informou ainda que “apesar desse ganho, 19 países do continente, incluindo Angola, enfrentam um surto de outro vírus da pólio não selvagem, que obriga a “um esforço conjunto para eliminar as lacunas existentes, como a fraca cobertura vacinal, que pode comprometer o árduo trabalho e investimento até agora realizado para a erradicação da pólio no continente africano.

No discurso a que preferiu o representante da OMS em Angola, Javier Arramburu considerou o acto, uma “um convite e um desafio conjunto para garantir que todas as crianças da província de Luanda sejam imunizadas contra a pólio, sarampo, rubéola e recebam o suplemento da vitamina A”.

Por sua vez, a governadora provincial de Luanda, Joana Linda disse que a província prevê vacinar 1900 crianças, tendo pedido a participação activa de todos, para a campanha. “a pólio e o sarampo podem deixar de ser um problema de saúde pública em Luanda. Vai apenas depender dos papás e das mamãs, porque o engajamento do governo da província de Luanda é total”.

O acto nacional aconteceu no Marco Histórico do Cazenga, em Luanda, onde estiveram a ministra de Estado para Acção Social, Carolina Cerqueira, a ministra da Saúde, Silvia Lutucuta, a governadora da província de Luanda, Joana Lina, Representantes da Organização mundial da Saúde, Javier Arramburu e do Unicef, além do administrador municipal do Cazenga, Albino da Conceição e do Director do Gabinete provincial da Saúde de Luanda, Manuel Varela.

Esta terceira fase da campanha nacional de vacinação contra a poliomielite, tem a duração de nove dias nas províncias de Luanda, Cuanza Sul e Cuanza Norte. As duas primeiras fases deste ano foram realizadas nas outras 15 províncias do país.

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