Sociedade
Mais de onze mil armas de guerra recolhidas de empresas de segurança em Angola
A Polícia Nacional disse ter recolhido em todo país, mais de onze mil armas de guerra em posse de empresas de segurança e sistemas de autoprotecção.
Deste número, pelo menos nove mil, por meio de recolha coerciva, e mais de duas mil de forma voluntária.
De acordo com o porta-voz da Polícia Nacional, durante uma conferência de imprensa de balanço, realizada esta sexta-feira, 07, a província de Cabinda foi a única a apresentar um índice de 100%, a do Zaire com falta de 1% para concluir o processo, enquanto a capital do país Luanda, foi a com menor número de armamento recolhido.
O subcomissário apontou a localização de postos em zonas recônditas, o furto ou transferências das ramas sem um aviso aos órgãos de defesa e segurança, como factores críticos que condicionaram o cumprimento da meta na recolha dos armamentos.
Mateus Rodrigues classificou a recolha na capital do país como complexa.
O porta-voz disse, por outro lado, que o facto de a lei proibir o uso de armas de guerra por empresas de segurança, e passado o período de entrega voluntária, serão responsabilizadas as empresas que findo o prazo insistirem no uso de armamento de guerra nos termos da lei.
O subcomissário Mateus Rodrigues refere que com a regularização das armas, a polícia nacional poderá de agora em diante acompanhar melhor o controle de armas às empresas de segurança, e avança que estão licenciadas 11 empresas para a comercialização de armas em todo território nacional.
A operação tem o seu término previsto para o dia 20 deste mês, e teve o seu início a 18 de Fevereiro.
