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Sociedade

Mais de 70 trabalhadores de posto de combustível da Sonangol entram em greve

António Cassoma

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Trabalhadores prestadores de serviços no posto de abastecimento de combustível Maihezo, concessionado à Sonangol, localizado na Cidade da China, em Viana, Luanda, entraram em greve a partir de hoje para exigir o pagamento de subsídios, para além de enquadramento nesta empresa.

Segundo Janes Damião André Sebastião, primeiro secretário da Comissão do Sindicato de Trabalhadores Organizados do Sector Petrolífero e Afins (STOSPA) daquele posto, disse em entrevista ao Correio da Kianda, que os trabalhadores exigem contrato e pagamentos de subsídios  que não recebem há quase quatro anos:

“Estamos a caminho de quatro anos a funcionar sem contrato de trabalho, sem nenhum subsídio, sem pagamento de segurança social, sem transporte, sem água e sem nada, apenas só temos os nossos salários que ronda dos Kzs 30 a 60 mil”.

Janes Damião André Sebastião fez saber que, durante este período, tem tentado dialogar com a entidade empregadora. Por não haver consenso, avançam com a paralisação total de todos os serviços, por tempo indeterminado, até que se regularize a situação.

“No passado dia 10 de Julho, realizamos uma assembleia dos trabalhadores onde decidimos, caso a Sonangol não respondesse satisfatoriamente as nossas exigências, iríamos paralisar todos os trabalhos”. Mas a entidade empregadora pediu mais tempo de negociação que terminou, ontem, sem sucesso. Por isso que “a partir das 6 horas de hoje, paralisamos totalmente os trabalhos”, informou.

O sindicalista deu a conhecer que a greve dos trabalhadores do posto de abastecimento de combustível Maihezo surge  por  sentirem-se injustiçados, visto que prestam serviços há  bastante tempo à Sonangol e que, possivelmente, serão despedidos dos seus postos de serviços.

 “A Sonangol quer limpar as mãos de qualquer responsabilidade com os trabalhadores, prometendo uma compensação com base no salário que nós auferimos de 30 mil, alegando que vai entregar o posto a uma concessionária” privada.  Segundo Janes, os membros da direcção da Sonangol não poderão decidir se vão permanecer com os trabalhadores ou não, não será responsabilidade da petrolífera, mas sim, da empresa que vai ganhar o concurso.

Medo do desemprego

O responsável disse ainda, que os trabalhadores temem pelo seu emprego, “com esta possibilidade ficamos quase sem nosso emprego, porque, não temos a certeza se a concessionária que vem vai garantir os nossos postos de trabalho, porque a Sonangol já disse, que nós não garantimos que a concessionária que vai ganhar o concurso para gerir o posto vai manter os vossos empregos”.

Os trabalhadore, que estão subdividos em diversas áreas como bombeiros, promotores de vendas, estação de serviços (lavagem de carros e recauchutagem), jardinagem e serviços gerais, exigem enquadramento no quadro pessoal da empresa, antes que o posto de abastecimento possa ser privatizado.

 “Estamos a exigir que, se a Sonangol vai fazer isso, que ela que cumpra os decretos, e deve celebrar o contrato com os trabalhadores e nos enquadrar na tabela salarial da Sonangol.  Portanto, cumprindo isso, a Sonangol pode nos dar compensação salarial”.

“Sem este acordo não iremos aceitar porque ficamos a ganhar trinta mil kwanzas por mês, durante quase quatro anos, agora a direcção da Sonangol, fruto da nossa pressão, nos diz que quer se retirar na gestão do posto entregando para outra empresa para gerir”, acusa.

Na equipa de negociação da empresa petrolífera junto do sindicato (STOSPA), que decorreu ontem, estavam a directora dos Recursos Humanos, Ana Gomes, director da Unidade de Negócios a Retalhos Manuel Napoleão e assessora jurídica dos recursos humanos, Suzana Damião, que terminou sem consenso entre as partes.

A equipa do Correio da Kianda, contactou a directora dos Recursos Humanos da Sonangol, Ana Gomes, que confirmou a informação e prometeu pronunciar-se a qualquer momento.

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