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Sociedade

Mais de 130 milhões de pessoas correm risco de fome no mundo

Manuel Camalata

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A revelação é da representante do Fundo da Nações Unidas para Alimentação e a Agricultura (FAO) em Angola, Gherda Barreto, no acto de comemoração do Dia Mundial da Alimentação que se assinala nesta sexta-feira, 16, e que coincide com o 75º aniversário da criação daquele órgão das Nações Unidas.

Gherda Barreto disse que o risco de fome que os 130 milhões de pessoas no mundo enfrentam, resulta da ruptura económica ligada à pandemia da covid-19. Por esta razão, entende ser necessário “uma transformação radical dos sistemas agroalimentares para ficarmos mais próximos de um mundo sem fome”.

Disse ainda que os referidos sistemas devem ser sustentáveis, resilientes e inclusivos, e que devem ser criadas dietas alimentares saudáveis e acessíveis para todos.

Outra mudança defendida pela representante da FAO no país é a “maneira como os alimentos são produzidos, processados, comercializados, consumidos e desperdiçados, para garantir que possamos atender às nossas necessidades futuras sem degradar e esgotar a biodiversidade e outros recursos naturais dos quais todos dependemos”. Por isso, a FAO aprendeu ao longo da sua existência que “simplesmente produzir mais alimentos não é suficiente”.

Na sua mensagem oficial, apresentada no acto central que decorreu no Ministério da Agricultura e Pescas, reconheceu os esforços que têm sido feitos no sector da agricultura em Angola, com destaque para o Plano Integrado de Aceleração da Agricultura e Pesca Familiar, que considera como sendo “muito importante para a economia angolana”, bem como as medidas de alívio do impacto económico sobre as empresas e famílias no sector informal da economia causadas pela covid-19.

Evento realizado pela FAO em Angola

O Director do Instituto de Desenvolvimento Agrário, David Tunga que esteve no evento em representação do Secretário de Estado da Agricultura, disse que para mitigar a fome no país, estão a ser desenvolvidas várias acções, com destaque para as 124.834 famílias que estão a ser assistidas com factores de produção, como sementes, fertilizantes, instrumentos de trabalho agrícola, atreves de um programa co-financiado pela União Europeia e pelo OGE 2020.

Reconheceu a existência de um défice na balança alimentar no país, tendo afirmado que “é geralmente compensado com as importações de alimentos a partir de países da Ásia, América e Europa”.

Aquele responsável avançou ainda que o seu ministério está a trabalhar para reverter a situação, no enganjamento das comunidades e empresários agrícolas a multiplicarem os esforços no sentido da maximização da produção e produtividade.

Outro programa avançado por David Tunga, é o relançamento das cinturas verdes nas principais cidades do país, com destaque para Luanda.

O Dia Mundial da Alimentação, que se assinala a 16 de Outubro, desde 1945 tem como lema “crescer, alimentar, preservar. Juntos as nossas acções são o nosso futuro”.

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