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Quando a maior “Nbunda” vale tudo – Angolanas lutam pelo aumento das nadégas

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Cresce, considerável e descontroladamente, o número de mulheres angolanas e não só, residente em Luanda, que desesperadamente “buscam” aumentar o tamanho das nádegas que possuem. De modo assustador o fenómeno se propaga na Cidade Capital e, na ânsia desenfreada, tais mulheres não medem meios para se chegar ao desejável.

Usam todos tipos de artimanhas possíveis, chegando mesmo, na maioria delas, a colocar em risco a própria saúde. Nem por isso elas abdicam. Da medicina convencional à natural (incluindo o recurso aos ginásios e curandeiros tradicionais), dos alimentos aos simples aperitivos culinários, usam de tudo para ter o bumbum ideal e, consequentemente, uma boa forma física. Quem não tiver bumbum “em dia” jamais estará na moda e dificilmente despertará o interesse dos rapazes, defendem-se.

Recebem vários tipos de promessas, tais como empregos, carros, casas, viagens, casamentos, etc., uma vez que atitude já conquistou inúmeros admiradores e “patrocinadores”. São as preferidas dos rapazes, nas paragens de táxi, eventos, festas e mesmo nas ruas da capital, constituem a atração principal. Como imanes, aliciam quase todos os olhares masculinos, inclusive de outras senhoras que, algumas vezes derrotadas, vão fazendo comentários a respeito da outra.

Quem possuir mais nádegas tem mais seguidores, pode progredir mais rapidamente, pode ter as melhores notas na escola ou na universidade e pode trabalhar em bons locais.

O game está violento, afirmam os rapazes, que, não raras vezes, mentalmente esfomeados, vão aderindo ao movimento, deliciando-se, visual ou fisicamente, prometendo-as “fundos e mundos”.

Amílcar Luciano, funcionário de uma empresa de electricidade, situada na zona urbana de Luanda, afirma que “é preciso muita coragem para enfrentar a Capital. Somos mentalmente provocados. É muita adrenalina a subir-nos todos os dias. O orgasmo é público, e ao ar livre. As mulheres perderam a vergonha, pois é tanta ousadia e algumas exageram, no tamanho da Nbunda que apresentam, mas ainda mais na roupa que escolhem para usar no dia-a-dia.

Muitas vezes quando se chega à casa, o homem já perdeu todas as vontades na rua. Fica sem disposição para olhar a parceira (mulher ou namorada), dado que já se auto-satisfez só de olhar, lá fora, para não falar dos casos em que alguns, excitados, cedem e arranjam mais de uma relação amorosa, visto que por cá a tentação é crua e nua”.

Acreditam que os rapazes fazem tudo por elas. Algumas foram, à nascença, abençoadas, é tudo natural, faz parte do ADN familiar. Mas há quem jamais teve tal sorte. Razões por que buscam diversos métodos, umas ficam pelo ginásio e suplementos alimentares, outras optam por cirurgias plásticas no exterior do País.

A febre pelo aumento das nádegas já leva alguns anos, mas nos últimos cinco, parece que “o pico tende ultrapassar a linha vermelha”. Há anos era comum verem-se mulheres no Largo da Samba e 1º de Maio, por exemplo, a fazer ginástica, para “estar em forma”. Hoje, porém, isso apenas não basta. Além de que muitas são aqueles que terão sido “vítimas” dos supostos instrutores ou colegas. “Já saíram muitas gravidezes nessas coisas. Por isso, a afluência reduziu.

REDES SOCIAIS “FOMENTAM” PROPAGAÇÃO DO FENÓMENO

 

A propagação massiva de uma indústria da corpolatria, baseada nas características físicas como a melhor forma feminina de ascensão socioprofissional ou conjugal, o advento das novas tecnologias de informação e comunicação, com particular realce para o uso, generalizado, das redes sociais, apesar dos aspectos positivos que lhe são inerentes, fomentam, sobretudo em Luanda, de modo assustador, a corrida das mulheres pelo aumento das nádegas, independentemente da idade, condição social e nível de instrução.

Cada uma quer ser a melhor. As que ainda não têm querem ter, as que já possuem querem manter-se no topo. Os resultados são divulgados com satisfação, através de fotografias e vídeos, nas redes sociais. Jamais desperdiçam uma única oportunidade quando se trata de “aparecerem”, e há espectadores assíduos à espera.

Em massa nas redes sociais, comprometidas (ou não!), estudantes, executivas, trabalhadoras, adultas ou jovens, manifestam abertamente disposição para práticas promiscuas, por iniciativa própria ou mediante convite.

Foi possível conhecer “Kinguera”, jovem na casa dos 20 anos, residente em Viana e estudante do Colégio Carvaju no Zango II, cujos pais proporcionarem uma condição de vida estável. Faz música Hip-Hop, tem um corpo muito atraente e ancas enormes, por isso, usa-os para conquistar as pessoas do sexo masculino e obter o que quiser destes, a medida que se vai oferecendo e os vai conhecendo. Adora sexo anal, mas não gosta de “bacanal”, como denominam o sexo com várias pessoas em simultâneo, e ainda vive com os pais, dai que o local de encontro fica ao critério do “amigo”. Os pais jamais desconfiam que a mesma ande nesta vida.

AS PREDILECTAS NAS NOITES DE LUANDA

Nos tempos que correm, é frequente a promiscuidade nas festas nocturnas da cidade Capital. Denominadas de After-party (o pós festa), aparecem raparigas semi-nuas, alcoolizadas a exibirem o corpo avantajado que ostentam.

As mulheres não contribuem financeiramente, em contrapartida devem vestir-se “bem sexy”, apresentando-se de colãs, calções, vestidos ou saias ajustadíssimas, a fim de seduzir os participantes.

As mulheres fisicamente avantajadas são as predilectas nestes eventos, algumas raparigas afirmam que participam porque oferecem-se prémios e outros estímulos aos frequentadores do sexo feminino.

Algumas são ainda adolescentes, mas por possuírem uma fisionomia corporal enorme, consubstanciado no enorme tamanho das nádegas, passam despercebidas da maioria, tornando-se adultas no seio de adultos.

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