Sociedade
Mãe protege padrasto após abuso sexual de filha de nove anos
Uma criança de nove anos foi supostamente abusada sexualmente pelo padrasto, de 36 anos, no município de Viana, em Luanda.
De acordo com o INAC, apesar da gravidade do caso, a mãe da vítima decidiu não denunciar o companheiro, alegando receio de perder a relação e não ter onde morar. O episódio está a ser acompanhado pelas instituições competentes, incluindo o SOS-Criança, do Instituto Nacional da Criança (INAC).
Segundo o balanço do INAC, referente ao período de 19 de março a 6 de Abril de 2026, o SOS-Criança recebeu 780 denúncias de violação dos direitos de menores em todo o país, incluindo as províncias de Bengo, Icolo e Bengo, Luanda e Malange.
A porta-voz do INAC, Rosalina Domingos, explicou que, entre os casos registados, 153 dizem respeito a trabalho infantil, 142 a disputas de guarda e fuga à paternidade, 74 a violência física e psicológica, e 20 a abuso sexual. No município de Viana, especificamente, foram registadas duas denúncias de abuso sexual envolvendo crianças com idades entre 9 e 15 anos, sendo a situação da menor de nove anos considerada a mais grave.
Outro caso grave foi reportado na província de Icolo e Bengo, município do Calumbo, envolvendo uma menor de 13 anos que alegadamente sofreu abuso sexual pelo padrasto, de 33 anos. Estes casos reforçam a necessidade de vigilância constante e de políticas eficazes de proteção à criança.
As autoridades reforçam que denúncias podem ser feitas junto do SOS-Criança e do INAC, garantindo anonimato e acompanhamento especializado às vítimas.
