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Bastidores

Lutas políticas em vésperas do Congresso agita os camaradas

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Num momento em que se aproxima a realização do VIII Congresso do MPLA, onde será feita a renovação de mandatos, bem como a reeleição de João Lourenço na liderança do partido e cabeça de lista para as eleições de 2022, o clima no MPLA vai se agitando, com todas as espingardas viradas para o lugar do segundo homem do partido, já que ninguém ousa enfrentar o líder.

Há escassas semanas do VIII Congresso Ordinário do MPLA, altos quadros do partido no poder, continuam a se movimentar entre lobbies e intrigas, de forma a merecerem a confiança do líder, para a vice-presidência do partido.

O cargo ocupado actualmente pela também jornalista Luísa Damião, tem sido o mais “cobiçado”, tendo em conta a transição histórica protagonizada em 2017. Para os que almejam este importante cargo, partem do calculismo baseado na seguinte teoria: tal como João Lourenço foi vice-presidente e a seguir foi catapultado para liderança do partido, estes, entendem que 2027, a transição possa a vir a seguir a mesma lógica.

Nomes como Adão de Almeida, Virgílio de Fontes Pereira e Carolina Cerqueira, esta última sem ambições presidencialista, lutam e movem todas as peças, de forma a merecerem o beneplácito do líder, para substituição de Luísa Damião.

De acordo com informações sobre a análise de perfis de possíveis candidatos, a que o Correio da Kianda teve acesso, todos que ambicionam o cargo, perdem com a Luísa Damião, que aparece melhor cotada, pela sua fidelidade e lealdade ao líder do partido.

A análise aponta a simpatia que Luísa Damião granjeou junto da ala juvenil do seu partido e a aposta na juventude e mulheres em altos cargos da Administração Directa e Indirecta do Estado, enquanto responsável pela política de quadros dos camaradas, bem como a ausência das suas impressões digitais em negociatas que se tornaram hábitos entre os membros da cúpula do MPLA, como outra vantagem que pode levar João Lourenço a voltar a apostar em Luísa Damião.

Sobre a actual vice-presidente dos camaradas, a análise conclui, que apesar do potencial da primeira mulher vice presidente da história do MPLA e de um partido político em Angola, são apontadas como pontos fracos de Luísa Damião, o facto de ser vista como “outsider” por uma ala mais ortodoxa do MPLA, averso as reformas.

Um alto quadro do Kremlin, como também é conhecida a sede do MPLA, afirmou em entrevista à este jornal, que todos os possíveis candidatos reúnem requisitos, apesar da Luísa Damião surgir como a principal opção de João Lourenço, que a semelhança de Joe Biden, na terra do Tio Sam, quer uma mulher na vice presidência do partido, e do Estado, caso vença as eleições de 2022.

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