Connect with us

Politica

Luta entre Sindicatos: acusações levam Simprof e Simptenu a Tribunal

Published

on

Jornal o País 

O SINPROF apresentou uma queixa-crime ao Procurador-Geral da República junto do Serviço de Investigação Criminal (SIC) contra o sindicalista do Sindicato Nacional dos Professores e Trabalhadores do Ensino não Universitário (SINPTENU), por alegadamente ter acusado os seus dirigentes de tentativa de extorsão ao Governo. “Essa afirmação foi feita ao público. O senhor Zacarias Jeremias, do SINPTENU, disse em conferência de imprensa, eu li num dos jornais, que o SINPROF decreta greve para extorquir o Estado. No entanto, eles terão de provar em tribunal, onde fomos corrompidos. Se nós somos os corruptos, então há corruptores. Terão que mostrar quem nos corrompeu”, determinou Guilherme Silva, presidente do SINPROF. Por outro lado, exigiu que os indiciados terão de provar ainda como, onde e quando os dirigentes do SINPROF chantagearam o então ministro da Educação, Pinda Simão, para serem recebidos em sua casa na centralidade do Kilamba.

“O senhor Zacarias dizia que fizemos chantagem para ter casas na Centralidade do Kilamba. Ele terá que apresentar provas”, declarou. Para sustentar a sua indignação, Guilherme Silva referiu que não receberam casas, sendo que todos os funcionários públicos que receberam casas nas centralidades estão a pagá-las na modalidade de renda resolúvel. “Salvo se alguém recebeu uma oferta. Eu não tenho conhecimento”, sublinhou. Em Setembro do ano passado, esta organização sindical endereçou uma carta à direcção comercial da Imogestin, empresa responsável pela venda de casas nas centralidades de Luanda, por via da qual foram orientados a remeter o caso ao Ministério da Educação (MED), uma vez que o sindicato é um órgão afecto ao sector da Educação. “É com base nas respostas da Imogestin e do MED que o senhor Zacarias alega existirem sinais de corrupção. O corruptor deve aparecer. E se for o caso, é localizável”, frisou. O presidente do SINPROF acrescentou que não reside em Luanda, mas na província do Cuanza-Sul, e quando está na capital recorre a uma unidade hoteleira. “Essas denúncias deverão ser provadas em tribunal”, reforçou.