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Luta contra terrorismo em África deve ser com solução local – defende PR João Lourenço

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O combate contra o terrorismo no continente africano passa pela aplicação de soluções africanas, a semelhança de Angola, que optou pelo diálogo entre os irmãos desavindos depois de várias décadas de guerra, advogou hoje o Presidente da República, João Lourenço, durante a sua intervenção, na abertura da Cimeira sobre o Terrorrismo e mudanças Inconstitucionais de governos africanos, em Malabo, na Guiné Equatorial.

O Presidente da República considerou o terrorismo “grave situação de segurança” para África, razão pela qual entende ser necessário que os líderes do continente mobilizarem meios para combater o terrorismo.

João Lourenço disse esperar que os debates tragam consensos relativos à definição da União Africana sobre o terrorismo e golpes de Estado, de modo a evitar ambiguidades e hesitações na hora de agir.

O Presidente João Lourenço, entretanto, reconheceu o trabalho conjunto de alguns países africanos no combate contra esse mal, sendo uma base para travar a expansão do terrorismo por várias regiões do continente.

Alertou para o facto de o terrorismo, em poucos anos, ter passado de um fenómeno com pouca expressão, para um problema que se vem expandindo em quase todas as regiões e com níveis de violência cada vez mais crescentes.

A Cimeira sobre Terrorismo e as Mudanças Inconstitucionais de Governos em África foi proposta pelo Presidente João Lourenço, aquando de uma reunião ordinária dos líderes do continente, realizada em Adis Abeba, Etiópia.

O encontro está a analisar, entre outras acções, o impacto deste “flagelo” no continente, de modo a identificarem-se estratégias conducentes a um plano de acção abrangente.

“Condenamos veementemente as mudanças incostitucionais em África, vulgarmente conhecidas como golpes de Estados, que vê, ocorrendo com inadmissivel frequência, perante alguma passividade, indiferença e inacção dos organismos regionais e continental”, disse, citando os recente golpes de Estados ocorridos em alguns países das Regiões do Magreb, Sahel e Moçambique.

Para João Lourenço a ocorrência de actos de golpes de Estados que ocorrem em países cujos govenantes foram eleitos democraticamente, significam um “recuo relactivamente aos ganhos políticos, económicos, sociais e em materia de estabilidade e segurança” que África “obteve n nestas duas décadas”.

Defendeu firmeza e nenhum tipo de vacilação não só na condenação, como também na tomada de decisão inviabilizem e desencojagem o funcionamento de governos que se constituiram com recurso à força militar, evitando que se tornem normais “que podem contagiar, estimular e generalizar esta prática no nosso continente”.

Entretanto, para a solução dos problemas de conflitos, João Lourenço defende o diálogo como a medida para os problemas de cada um dos países, tendo citado a forma como Angola geriu a crise e ultrapassou o problema de irmãos desavindos por décadas, como modelo que deve ser ajustado a cada um dos países do continente africano.

O presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obyang, agura por um continente pacífico, estável e próspero para as futuras gerações.

“Todos devemos investir para a estabilidade de nossos respectivos países, para legar à próxima geração um continente pacífico, estavel e próspero. Meu maior desejo é que esta sessão estraordinária da Assembleia adote decisões efectivas e apropriadas capaz de fortalecer os mecanismos de governação e segurança em África para marcar caminho para um melhor para  as poupuções, de acordo com as nossas aspirações da agenda 2063”, disse.