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Lusofonia aprova criação da Rede dos Bancos Centrais para reforçar cooperação estratégica

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Foi acordado pelos governadores e presidentes do Banco Nacional de Angola, Banco Central do Brasil, de Cabo Verde, e pelo Banco dos Estados da África Ocidental, representado pela directora Nacional para Guiné-Bissau, Banco de Moçambique, Banco de Portugal, Banco Central de São Tomé e Príncipe e Banco Central de Timor-Leste, em estabelecer a Rede dos Bancos Centrais dos Países de Língua Portuguesa (BCPLP).

A iniciativa acordada à margem das Reuniões de Primavera do FMI/Grupo Banco Mundial, representa um passo fundamental para o fortalecimento da cooperação estratégica entre os países lusófonos.

A criação da Rede dos BCPLP espelha a importância crescente da construção de pontes entre as instituições dos nossos países, reforçando, estruturando e tornando permanente o trabalho conjunto que já tem vindo a ser realizado.

A partilha de conhecimento e a cooperação entre todos permitirá um desempenho mais efectivo das nossas missões e o alinhamento de posições potenciará a relevância dos BCPLP no quadro internacional e nos diversos fóruns multilaterais.

No âmbito da estratégia de gestão da instituição ora acordada, foi deliberado que através de uma presidência anual rotativa, cada Banco Central trará para a agenda da Rede a discussão de temas de interesse comum, que lhe sejam especialmente pertinentes e relevantes, e sobre os quais pretenda aprofundar a reflexão.

A primeira reunião oficial desta rede de bancos centrais lusófonos terá lugar em Novembro de 2026 em Luanda, e a primeira Presidência será assegurada pelo Banco de Portugal durante 2027.

Além de encontros regulares de alto nível, serão estabelecidos grupos de trabalho para discussão dos temas da agenda, numa perspec​tiva técnica, fomentando a troca de experiências e a partilha de boas práticas e conhecimento de forma transversal nos Bancos Centrais lusófonos. Será ainda criado um comité de política económica, que irá analisar e discutir temas e políticas de interesse comum às economias dos nossos países.

Com esta iniciativa, reforça‑se o compromisso com a cooperação estratégica e promove-se a relevância da lusofonia no quadro dos Bancos Centrais.​

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