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Lula da Silva garante que não visitará Rússia ou Ucrânia durante a guerra

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O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, referiu esta terça-feira que não visitará a Ucrânia ou a Rússia enquanto o conflito estiver em curso. Porém, segundo reporta a Reuters, o líder esquerdista mostrou-se comprometido com uma resolução pacífica do conflito.

As declarações foram proferidas por Lula da Silva no decorrer de um evento que decorreu em Brasília, capital do país, onde considerou que a ocorrência de um conflito desta natureza no leste europeu seria, na sua perspetiva, algo impensável.

“No século XXI, não deveria ser possível que tivéssemos guerra por pequenas coisas”, elaborou.

O comentário surge após o chefe de Estado brasileiro se ter reunido, por videochamada, com o homólogo ucraniano no início deste mês. Nesse momento, Volodymyr Zelensky convidou Lula da Silva a visitar a capital do país, Kyiv.

Desde o princípio da invasão russa, o presidente da Ucrânia tem procurado aumentar o seu apoio internacional, por via de algumas visitas a território de países aliados, e vice-versa.

De recordar que, neste âmbito, Lula da Silva tinha-se mostrado defensor da criação de um grupo de países capazes de mediar uma solução pacífica para este conflito no leste europeu.

Desde o início da guerra, que se iniciou a 24 de fevereiro do ano passado, os países da NATO e da União Europeia apressaram-se a disponibilizar apoio financeiro, militar e humanitário para ajudar a Ucrânia a fazer face à invasão da Rússia. O país invasor, por outro lado, foi alvo de pacotes de sanções consecutivos (e concertados) aplicados pelos parceiros de Kyiv.

Até agora, mais de 8 mil civis já morreram, ao passo que mais de 13 mil ficaram feridos na sequência dos combates no terreno, segundo os cálculos da Organização das Nações Unidas (ONU).

Lula da Silva tem se mostrado neutro em relação ao conflito que decorre há mais de um ano na Ucrânia.