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Partidos Politicos

Lucas Ngonda defende união da família FNLA

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O presidente da FNLA, Lucas Ngonda, defendeu ontem, no Huambo, a unificação do partido, num claro reconhecimento de que a formação política fundada por Holden Roberto está dividida.

Numa altura em que sofre uma contestação interna devido à letargia em que se encontra o partido, Lucas Ngonda, que é o presidente reconhecido pelo Tribunal Constitucional, considerou que o congresso que se realiza no Huambo joga uma importância muito grande no desejo de união do partido.

O conclave, que conta com a participação de 600 delegados, visa, fundamentalmente, a ratificação das alterações feitas aos estatutos, bem como a realização de reformas no seio do partido. Durante o congresso, devem ser igualmente traçadas as linhas de força do partido para as eleições autárquicas, previstas para 2020.

O congresso do Huambo acontece dias depois de 50%+1 membros do Comité Central da FNLA terem realizado, em Luanda, um outro conclave, durante o qual foi eleita uma “nova direcção”.

Laiz Eduardo, porta-voz do congresso de Luanda, afirmou, ao Jornal de Angola, que Lucas Ngonda perdeu a legitimidade para dirigir o partido. “A legitimidade conquista-se no dia-a-dia. O Dr Lucas Ngonda perdeu legitimidade para dirigir o partido, já não reúne consenso no partido, quer na direcção quer nas bases”, frisou.

“Pensamos que os órgãos de soberania, nomeadamente o Tribunal Constitucional, a quem informamos os passos que estávamos a dar, certamente vão tomar uma decisão que vai ao encontro da vontade da maioria dos militantes da FNLA”, disse Laiz Eduardo, referindo-se ao congresso realizado na semana passada. Durante este congresso, o docente universitário Fernando Pedro Gomes foi eleito presidente, com 69,14 por cento dos votos. Na primeira reunião do Comité Central, que se seguiu ao congresso, o candidato derrotado, Miguel Alberto António (obteve 30,9%), foi eleito vice-presidente do partido, um dos novos cargos criados depois de revisões feitas aos estatutos.

JA

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