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Sociedade

Luanda vai reduzir o número de sobas

O Governo Provincial de Luanda vai reduzir o número de sobas porque alguns dos 300 existentes não são de linhagem, informou, em Catete, município de Icolo e Bengo, o director provincial de Acção Social, Cultura, Juventude e Desportos.

Redação

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O Governo Provincial de Luanda vai reduzir o número de sobas porque alguns dos 300 existentes não são de linhagem, informou, em Catete, município de Icolo e Bengo, o director provincial de Acção Social, Cultura, Juventude e Desportos.
Manuel Sebastião, que falava no terceiro encontro provincial sobre as autoridades tradicionais, realizado no Centro Cultural Dr. Agostinho Neto, adiantou que os sobas que não são de linhagem vão exercer outras funções úteis à sociedade nas administrações municipais, distritais e comunais.

A redução do número de sobas deve-se à necessidade de restabelecer a linhagem dos sobas, explicou Manuel Sebastião, lembrando que a província de Luanda tem sobas indicados e eleitos.

“Estamos agora numa fase de clarificação”, acentuou Manuel Sebastião, que disse ser propósito do Governo Provincial de Luanda o resgate da verdadeira história das autoridades tradicionais.
“O nosso gabinete vai fazer um levantamento para saber quem são os sobas de linhagem”, salientou o director provincial de Acção Social, Cultura, Juventude e Desportos.

O Ministério da Cultura controla na província de Luanda 303 autoridades tradicionais, dez das quais mulheres, in-formou Manuel Sebastião, revelando que as despesas do Executivo com salários pagos aos sobas de Luanda chegam aos cinco milhões e meio de kwanzas por mês.

No encontro, os sobas apresentaram várias preocupações que têm a ver com o espaço que devem ter na sociedade, o mapeamento geográfico para a construção de “banzas” (casas apropriadas para os sobas), o atraso no pagamento dos salários e a falta de estruturas sociais nas suas áreas de jurisdição.

Relativamente aos salários, o director provincial de Acção Social, Cultura, Juventude e Desportos justificou que os ordenados são pagos às vezes com atrasos devido à morosidade administrativa na tramitação de processos após su-
cessão por falecimento.

A cerimónia de abertura do encontro foi presidida pelo vice-governador da província de Luanda para a Área Social, Dionísio da Fonseca, que informou haver no país mais de 40 mil autoridades tradicionais.

“O encontro realiza-se num momento em que se aproxima o processo de preparação e institucionalização das autarquias locais”, acentuou Dionísio da Fonseca, que pediu aos participantes para abordarem com profundidade a realidade actual das autoridades tradicionais, a sua interacção com o Executivo e, futuramente, com as autarquias locais.

O vice-governador disse que é preciso haver “um novo olhar” para as autoridades tradicionais por desempenharem um relevante papel na intermediação das relações entre o Estado e as comunidades.

 

JA

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