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Luanda: Problemas Sociais da capital levam Manuel Homem ao Palácio Presidencial

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Falta de água potável, de energia eléctrica, de transporte públicos e insuficiência de escolas na capital do país, foram as principais preocupações que o governador de Luanda, Manuel Homem levou ao Conselho de Ministros, numa reunião de carácter especial, ocorrida hoje, no Palácio Presidencial.

Na referida sessão especial do Conselho de Ministros, o Governador da Província de Luanda, Manuel Homem, apresentou uma radiografia detalhada dos temas mais críticos que assolam a capital do País.

Segundo Manuel Homem, a capital do país apresenta um número insuficiente de escolas, com um “défice actual de 1.100 instituições de ensino”.

Referiu ainda que dos cerca de 10 milhões de habitantes que a província de Luanda possui, actualmente “apenas 30 a 40% se beneficia do abasteciamento, numa situação que considerou de “gritante falta de abastecimento de água”.

Em termos de infraestruturas rodoviárias o govenador Manuel Homem disse que o seu território administrativo apresenta uma rede viária insuficiente e serviço de transportes “muito aquém da demanda com 1.000 km de vias a precisar de ser optimizada”, bem como os arruamentos no interior dos bairros, e modelos de transporte em massa que se precisam  “com urgência, como o Metro de Superfície”.

Reiterar, que o levantamento exaustivo dos desafios candentes da província que alberga a capital do país vai prosseguir num segundo momento, dentro de dias.

A Reunião especial do Conselho de Ministros, ocorrida na manhã desta quarta-feira, foi presidida pelo Presidente da República, João Lourenço, e participaram também os ministros de Estado para a Coordenação Económica, Manuel Nunes Júnior, para Acção Social, Dalva Ringote, para Casa Civil do Presidente da República, Adão de Almeida, entre outros governantes.

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Radio Correio Kianda

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Corrupção e má conduta podem levar 127 polícias à expulsão Um total de 127 efectivos da Polícia Nacional está na iminência de ser expulso da corporação por envolvimento em diversas infracções disciplinares, entre as quais corrupção, burlas, má conduta e realização de escoltas ilegais. A informação foi divulgada pela própria Polícia Nacional, que indica que os processos disciplinares decorrem a nível nacional e podem resultar na expulsão dos agentes envolvidos. Entre as infracções apontadas estão homicídio voluntário e frustrado, negociação de empregos públicos, violação dos deveres funcionais e recepção indevida de dinheiro, além de outras condutas consideradas incompatíveis com o exercício da função policial. A medida surge depois de 59 efectivos terem sido já expulsos da corporação, igualmente por práticas de corrupção, burlas, má conduta e realização de escoltas ilegais. Em reacção à medida, o sociólogo Agostinho Paulo considera que a actuação das estruturas superiores da Polícia Nacional pode funcionar como um mecanismo de prevenção e de dissuasão para os restantes efectivos. Para o especialista, a responsabilização dos agentes envolvidos em práticas ilícitas pode contribuir para reforçar a disciplina e chamar a atenção dos demais membros da corporação para a necessidade de respeitarem as normas e os deveres inerentes à função policial. No entanto, Agostinho Paulo alerta para um possível efeito negativo das expulsões: a redução do número de efectivos disponíveis para assegurar o policiamento nos comandos municipais e provinciais. O sociólogo entende que a saída de dezenas de agentes poderá criar dificuldades em determinadas unidades policiais, sobretudo nos locais onde os efectivos afastados desempenhavam funções operacionais. “Do ponto de vista institucional, este número criou baixas e esta redução poderá afectar os postos onde eles estavam”, considerou. Agostinho Paulo apela, por isso, aos demais efectivos da Polícia Nacional para que revejam o seu comportamento e cumpram rigorosamente os deveres profissionais, de modo a preservar a imagem e a credibilidade da instituição que representam. Enquanto isso, os processos contra os 127 efectivos continuam, sendo que a eventual expulsão dependerá da conclusão dos respectivos procedimentos disciplinares

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