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Politica

Lopo do nascimento insatisfeito com a desunião dos empresários Angolanos

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Falando na abertura do primeiro congresso da produção nacional que está a decorrer no centro de convenções de Viana, Lopo do Nascimento, actual Administrador não executivo da Sonangol, mostrou-se insatisfeito pela forma como os empresários andam desunidos, e realçou a importância do congresso, onde pediu aos empresários presentes mais união.

“A realização desta reunião deve ser encarada como um oportunidade para que os empresários Angolanos discutam os seus problemas e os problemas das suas empresas, tendo em vista não apenas os seus interesses mas também os interesses do seu país. Disse!

Os pronuciamentos do antigo primeiro-ministro de Angola, surgem numa altura em que alguns empresarios angolanos não reconhecem a Confederação dirigida por  Francisco Viana, legitimidade e mandato para falar em nome das associações empresariais.

Lopo do Nascimento, lamentou a perda de oportunidade de Angola ter desenvolvido a sua agricultura e indústria quando o país vivia tempos favoráveis, com o preço alto do petróleo.

Mas, depois de alcançada a paz, não soubemos aproveitar a conjuntura favorável, proporcionada pelo aumento da produção do petróleo e o do seu preço, para o desenvolvimento do binómio agricultura/indústria, na perspetiva de Agostinho Neto. Substituiu-se o lema por um novo lema: o contrato é a base a comissão o fator decisivo”.

Segundo Lopo do Nascimento, Angola possui “enormes extensões de terras ociosas que não têm qualquer utilidade, porque os seus utentes não investem e não criam empregos para as populações da zona”.

“Temos no interior do país uma situação um pouco incompreensível. A agricultura não se desenvolve, porque não há comércio e o comércio não atrai ninguém, porque não há produção agrícola, fica toda a gente à espera de um projeto do Estado, que permite acesso a créditos – que não se pagam como aconteceu com o BPC e de divisas que geralmente se utilizam para outros fins”, referiu.

Recordou que em Angola, mais de 60% da área cultivada é feita com o uso predominante da enxada, situação que considerou “um enorme desafio e uma oportunidade extraordinária para se investir no aumento da produtividade, através da mecanização gradual, tratores e outros equipamentos agrícolas ligados à produção”.