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Litro de gasolina está a ser comercializado a mil kwanzas em Benguela

A escassez de gasolina nas principais bombas de abastecimento de combustíveis em Benguela, há mais de 15 dias, está a resultar no aumento do preço deste produto em várias ruas e mercados informais, onde um litro custa actualmente mil kwanzas, ao invés dos 160 (preço oficial).

Angop

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A Angop percorreu diversas bombas de abastecimento de combustíveis sedeadas em Benguela, onde se verificam longas filas de viaturas e motociclos por falta de gasolina, o que, consequentemente, está já a contribuir também no aumento do preço da corrida de táxi no interior do município sede, de 100 para 200 kwanzas.

Segundo alguns automobilistas, muitos chegam a pernoitar nas bombas para conseguir abastecer e mostram-se agastados com a situação, agravada pelo facto da Sonangol não se pronunciar até ao momento sobre o assunto.

“Não consigo perceber como é que um país produtor de petróleo chega a esse ponto, numa altura em que se fala de diversificação da economia”, lamenta Paulo Sirgado, automobilista.

Já a cidadã Maria do Rosário disse que teve de esperar mais de quatro horas para conseguir abastecer e solicitou da Sonangol alguma justificação, pois, “nós os cidadãos temos o direito de saber o que se passa com a maior empresa pública”, enfatizou.

A nível de gasóleo, a situação é menos preocupante nos municípios do litoral, onde o produto existe, o que não se verifica nas localidades do interior da província.

Com efeito, a falta de combustíveis (gasolina e gasóleo) está também a afectar a distribuição de energia eléctrica e de água potável nalgumas zonas da província, cujo abastecimento depende dos sistemas térmicos.

Outro grito de socorro é de alguns camponeses do interior da circunscrição, cujos produtos dizem estar a secar por falta de irrigação, uma vez que as motobombas carecem de combustível para funcionar, pelo que solicitam das autoridades afins a resolução urgente do problema.

Na mesma senda, algumas zonas registam igualmente há quase duas semanas uma escassez de gás de cozinha.

Contactado nesta quinta-feira pela Angop, um agente revendedor de combustíveis que pediu anonimato disse recear que a situação de escassez seja derivada de problemas técnicos e administrativos na empresa distribuidora, Sonangol, em Luanda, augurando que sejam ultrapassados nos próximos dias.

O município sede possui mais de 20 bombas de abastecimento de combustível para atender o fluxo de cidadãos que diariamente abastece as suas viaturas, motociclos, geradores e motobombas.

A Sonangol continua sem se pronunciar sobre as reais causas da escassez de combustível na província de Benguela.

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