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Litígio: prossegue disputa por terras no Lar do Patriota

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Com quase seis horas de protestos em frente à Administração Municipal do Talatona, mais de cem camponeses da Associação Ana Ndengue tentaram ter um encontro com o administrador municipal, para junto dele, entenderem o que tem acontecido nas suas terras. Os camponeses garantiram à imprensa que enquanto não forem atendidos e recebidos pelo administrador, não irão abandonar o local e em casos mais extremos, deverão dormir em frente ao Governo Provincial de Luanda, durante uma semana.

Luisa Umba Ventura, idosa de 70 anos, diz ter percorrido vários quilômetros a pé, para chegar até a administração, para entender junto do administrador porque tanta perseguição ao seu terreno.

De acordo com a anciã, o espaço foi lhes entregue pelo primeiro Presidente da República, Agostinho Neto, para que estes usassem o espaço naquela época para o cultivo. A idosa fez saber que já se passaram 20 anos, que não resolvem os seus problemas, daí, na última sexta-feira, foram ao Governo Provincial de Luanda, ao encontro do governador Manuel Homem, para que o governante “ponha freio neste litígio”.

Tavares Armando disse que está no espaço desde os anos 70 e, infelizmente, nos últimos anos, está a ver o seu terreno a ser invadido por pessoas que, segundo ele, julgam “serem donos do país”. O velho disse ainda que na busca de uma resposta das atrocidades, na sexta-feira passada tiveram uma reunião com o governador de Luanda e, segundo ele, Manuel Homem encaminhou para que o administrador municipal resolvesse tal denúncia de litígio fundiário, que dura mais de 20 anos.

Posto no local, esta segunda-feira, os camponeses foram surpreendidos com a informação de que o administrador não se encontrava na administração e que os seus problemas fossem resolvidos pelo administrador adjunto para a Área Técnica, o que irritou os camponeses, daí realizaram a manifestação espontânea em frente à administração.

“Estamos aqui porque na sexta-feira, estivemos no governo provincial para informar ao governador que o administrador mandou orientar partir as nossas obras”, posto lá, segundo eles, dizem que foram orientados para chegar junto da administração do Talatona para negociarem.

Os mesmo apelam à intervenção do Presidente da República, João Lourenço, para por fim a este conflito de terra que dura mais de 20 anos.

“É triste ver um administrador fugir do seu povo, após ter orientado partir as obras, o que nós queríamos dele é que nos explicasse porque que mandou partir as obras”, lamentam os camponeses.

Os camponeses acusam o actual Comandante Municipal de Talatona, Joaquim de Rosário, e o antigo dirigente do MPLA e general na Reserva, Dino Matross, de serem os responsáveis pelas ocupações ilegais.

Os mesmos dizem que os acusados usam as forças de ordem e de segurança para destruírem e intimidarem os camponeses. “Em vez de usarem a polícia e as forças militares para combaterem o crime no município do Talatona, eles usam-nos, para entrarem em confronto com a população”.

Tavares Armando assegurou serem legítimos proprietários do terreno localizado no Lar do Patriota, e que comprovam documentalmente que não são invasores, pelo contrário, estão a ser invadidos por alguns indivíduos.

“Nós temos documento que dá conta que o administrador pede reforço à polícia e as demais forças para derrubarem as obras dos camponeses. Nós estamos cansados, amanhã voltaremos ainda para que nos dêem informações credíveis, e se mais uma vez, não nos receberem, vamos dormir e ficar durante uma semana em frente ao Governo Provincial de Luanda”, ameaçam.

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