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Reportagem

Linhas curtas obrigam cidadãos a andarem de kupapata ao preço de 100 kwanzas

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O atraso na entrega dos cartões de subvenção da gasolina aos taxistas, por parte do Governo, continua a dar o que falar, sobretudo, no seio dos taxistas, que apontam a morosidade como  justificativa para encurtar a corrida do táxi, dificultando a vida de muitos cidadãos que nas primeiras horas do dia, deslocam-se às paragens para apanhar o “candongueiro”. 

Para contornar a situação das linhas curtas dos táxis em Luanda, andar de kupapata tornou-se, nos últimos dias, a alternativa ideal. Sobretudo, para quem tem apenas 300 kwanzas e pretende  sair do desvio do Zango e chegar ao Zango 4.

No período da tarde e ao princípio da noite, por exemplo, sair do desvio do Zango ao Zango 4, de táxi, com apenas 300 kwanzas, torna-se impossível, e, para contornar a situação, as motos de três rodas, conhecidas como kupapatas, são as que mais têm servido como alternativa.

Apesar de ser inseguro, tendo em conta o número de pessoas que carrega, ultrapassando o limite estabelecido pelo fabricante, passageiros que fazem dos kupapatas o seu transporte diário, revelam estarem a gastar menos, em relação ao taxi.

“O dinheiro já está difícil, com estas rotas curtas, de táxi, só para chegar até ao Zango 4, saindo do desvio, tenho de gastar 450 kwanzas, enquanto que de kupapata, pago apenas 100 a 150 kwanzas, então prefiro andar de kupapata”, disse, José Domingos, ao Correio da Kianda.

Segundo apurou o Correio da Kianda, num universo de cinquenta mil taxistas, apenas 2368 operadores dos serviços de táxi, mototáxis e de embarcações de pesca artesanal licenciados, na província de Luanda, receberam o cartão de subsídios de gasolina, desde o início do processo (2 de Junho), no quadro isenção do novo preço da gasolina de 300 kwanzas.

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