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Politica

LIMA deve materializar programas da UNITA, diz Adalberto Costa Júnior

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A Liga da Mulher Angolana (LIMA) deve partir para a acção na materialização dos programas da UNITA, transformada num instrumento galvanizador das mulheres angolanas, para a mobilização da sociedade, para os desafios que tragam soluções à difícil realidade do nosso país e da mulher em particular, afirmou hoje o presidente do “galo negro”, Adalberto Costa Júnior.

Adalberto Costa Júnior, que  falava, nesta sexta-feira, 11, na cerimónia de tomada posse ao novo executivo da maior  organização feminina na oposição, disse que “a LIMA deve ter entre os seus programas a prioridade da mobilização e organização das mulheres angolanas das diferentes sensibilidades para a elevação da sua consciência cidadã, como condição determinante da sua participação em acções de cidadania, que quando assumidas por todos, podem efectivamente provocar mudanças”.

O líder da UNITA exorta as mulheres do seu partido a gerarem mudanças na sociedade.

 “O nosso país e o mundo estão cheios de exemplos de bravura e dedicação de mulheres que mudaram o curso da história e das situações em diversas áreas do saber e da vida”, disse.

“Neste contexto, exorto a Liga da Mulher Angolana a encabeçar iniciativas de pendor político, social e económico que visem dar soluções a problemas que afectem as comunidades”.

O político entende que o novo executivo nacional da LIMA deverá aprofundar a unidade e coesão no seio das militantes da LIMA, reforçar a cooperação com as demais organizações femininas para uma frente unida na luta política contra o regime.

Adalberto disse ainda que a LIMA deve promover a formação política e revitalizar a acção social das militantes, juntos dos comités locais do partido, nas comunidades onde cada membro reside ou desempenha as suas actividades para imprimir uma nova dinámica junto das direcções provinciais, municipais e locais para cumprimento dos programas estabelecidos.

O presidente da UNITA pediu ao actual executivo da LIMA espírito de missão, devem “inculcar nos membros e dirigentes a todos os níveis da LIMA o “espírito de missão”; implementar programas de capacitação técnica e profissional para as militantes da LIMA e demais franjas da mulher da sociedade civil Angolana”

Segundo o dirigente político, a LIMA só poderá cumprir a sua missão estratégica se tiver como base da sua acção a unidade.

Tomaram posse ontem, como novo executivo nacional da LIMA em Luanda, numa cerimónia  presidida pelo presidente da UNITA, Adalberto Costa Junior. Para os cargos de vice-presidentes foram nomeadas  as senhoras, Sandra Teresa Kakunda e Gabriela Cristina Martins;  secretária Administrativa  Inês Massanga Mulato; secretaria para organização,  Felicidade Chipuka Paulo e entre outras.

Críticas ao Governo

O presidente da UNITA também aproveitou a ocasião, para tecer duras criticas ao governo e acusa o MPLA de ser o principal responsável do empobrecimento das famílias para se perpectuar no poder:

 “Cada vez mais os angolanos percebem que o país está sem rumo, que este regime destruiu a classe média e está a promover a pobreza nas famílias angolanas. Quem trava o desenvolvimento das comunidades locais, como estratégia para não perder o poder, não merece continuar no poder”.

A realidade económica e social das populações é preocupante, aumentam os números de famílias na indigência, perante a qual o Executivo do presidente João Lourenço não apresenta soluções adequadas.

Adalberto Costa Júnior exige responsabilização por parte das chefias das forças do Ministério do Interior, por causas das inúmeras mortes provocadas pelos efectivos da Polícia Nacional.

“O elevado número de mortes causadas por uma actuação imprópria e excessiva de alguns agentes da Polícia Nacional. Mais uma morte de uma adolescente. Não podemos aceitar que este governo não respeite o valor sublime da vida. Que perante tanta morte não haja responsabilização das suas chefias. Que não haja consequências políticas para ninguém. Desse modo, as lideranças do governo estão a dar cobertura à continuidade destes crimes. Enquanto políticos e particularmente enquanto cidadãos temos o dever de manifestar a nossa indignação!”, lamentou.

De recordar que a presidente da Liga da Mulher Angolana é liderada pela senhora Helena Abel Bonguela, reeleita no ultimo congresso, realizada no mês de Agosto.