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Sociedade

Líderes “Kimbanguistas” repudiam marcha contra governo e direção da Igreja

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Soube o Correio da Kianda que, entre os dias 8 de Julho e 4 de Agosto, um grupo de jovens ligados a Igreja Kimbaguista “rescindente,pretendem realizar manifestações  contra o governo angolano e contra a direção da igreja mãe.

Tal intenção obrigou os membros do colégio Nacional da Igreja do nosso Senhor Jesus Cristo sobre a Terra em Angola (Igreja Kimbanguista), liderado por reverendo Daniel Sebastião da Silva, com sede mundial em Mkaba, na República Democrática do Congo, a reunirem de emergência e tomarem uma posição e repudiar a pretensão da marcha.

Num comunicado conjunto, falado em quatro línguas, os lideres Kimbaguistas foram unânimes em demarcar-se de qualquer tipo de acção a ser praticada por um grupo de jovens que se identificam como fieis desta denominação religiosa.

O inspetor nacional da Igreja Kimbaguista em Angola, reverendo Pedro da Cruz, disse que o clero a que faz parte repudia a intenção dos jovens que pretende marchar em Luanda, assegurando que este comportamento não faz parte da acção e missão da referida congregação.

“A igreja não reconhece esses tais jovens e se vir acontecer, eles irão se responsabilizar pelo que vir acontecer”, alertou.

Por sua vez, o presidente delegado do colégio nacional da Igreja Kimbaguista em Angola, reverendo Daniel Sebastião da Silva, confirmou a intenção de um grupo de jovens que pretendem marchar nos dias 8 de Julho e dia 4 de Agosto, contra as posições do governo angolano e contra actual direção da igreja.

O representante dos Kimbaguistas em Angola, disse também que não deverão ser responsáveis das ações destes fieis, porque a igreja que lidera não assumiu este compromisso e que são uma denominação religiosa que não optam pela violência.

Daniel Sebastião da Silva fez saber que nesta altura não faz sentido os fieis realizarem marcha contra o Estado, pelo facto de o país estar a preparar-se para realizar as suas quintas eleições gerais marcadas para 24 de Agosto, e nesta altura os lideres religiosos devem apelar a calma e a paz entre os Angolano.

O religioso enfatizou ainda que desde a fundação da Igreja Kimbaguista pelo seu líder fundador Papa Simão Kimbango, até a sua implantação em Angola, a Igreja sempre foi parceira do Estado Angolano, por isso, não poderão aceitar comportamentos desviantes no seio dos jovens, e sublinhou que todos aqueles que forem detidos durante tal marcha, a igreja não irá se responsabilizar.

O Correio da Kianda apurou que os jovens em causa pretendem marchar por entenderem que a actual direcção não está a cumprir os desejos da organização religiosa, e contra o reconhecimento de Daniel Sebastião da Silva como líder dos Kimbanguistas em Angola.