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Politica

Líderes da “Tripartida” garantem inclusão de dirigentes do MPLA no Executivo constituído pela frente caso vençam eleições

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Nesta quinta-feira, 05, os líderes das três formações políticas (UNITA, PRA-JA-Servir Angola e o Bloco Democrático), que constituem a Frente Ampla da Oposição “Tripartida”, nomeadamente Adalberto Costa Júnior, Abel Epalanga Chivukuvuku e Filomeno Vieira Lopes, voltaram a reunir, em Luanda, para reforçar a aliança e fidelidade a plataforma criada com objectivo de pôr fim a longa governação do MPLA com mais de 40 anos.

Na nota da declaração conjunta assinada por Adalberto Costa Júnior, Abel Chivukuvuku e Filomeno Vieira Lopes, garantem que caso a “Frente Ampla da Oposição” vença as eleições agendadas para o próximo ano, pretendem governar com todos incluindo aos membros do MPLA.

“Vamos governar com todos, incluindo membros do MPLA, porque defendemos um governo de pessoas competentes que sejam patriotas, não um governo de militantes”, lê-se no documento.

Os líderes apelaram ainda aos funcionários da função pública a não cederem àquilo que chamaram de chantagem política por parte de quem governa, alegando que caso o MPLA perca o poder todos eles serão colocados na rua. “Os angolanos não precisam temer o futuro sem o MPLA no Governo”, asseguraram e garante que “os funcionários do Estado não serão despedidos só por serem do MPLA. Vão continuar, porque o MPLA é parte de Angola e na alternância são os funcionários que garantem a continuação das funções do Estado”.

“O futuro que preconizamos para Angola, após a saída do MPLA do poder objectiva tanto a dignidade da pessoa humana como funda-se e repousa na dignidade da pessoa humana, na vontade do povo angolano e na solidariedade nacional”.

Os políticos disseram que o país precisa de adoptar um Programa de Emergência Nacional para tirar Angola da crise em que se encontra.

A fome, a saúde, a educação, o desemprego, a habitação e a criminalidade, mereceram também a atenção especial das lideranças da Cúpula da oposição, referindo que tornaram-se problemas de segurança nacional e precisam de ser tratados como tal.

Adalberto Costa Júnior, Abel Chivukuvuku e Filomeno Vieira Lopes, defendem que o governo deve decretar Estado de Calamidade Pública na região sul do país, para que se poupe as vidas humanas e emigração dos cidadãos nacionais para os países vizinhos.

“É chegado o tempo para que quem tem o poder para o fazer declare o Estado de Calamidade Pública no Sul de Angola e use os mecanismos apropriados para que as agências internacionais vocacionadas intervenham no terreno, poupando a vida de milhares de nossos compatriotas que fogem para a Namíbia ou morrem desnutridos e exaustos pelas matas e ao longo do trajecto para o país vizinho”.

A mensagem finaliza dizendo que a alternância que propomos é a que ergue antes de mais nada a bandeira da reconciliação entre nós todos. Temos diante de nós uma oportunidade ímpar para Angola estabelecer a verdadeira sociedade democrática e livre, em que todos os angolanos convivam em harmonia, governantes e governados, ricos e pobres, afortunados e desafortunados, ex-governantes, operários e camponeses, militares e policias, funcionários públicos”.

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