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Líder do Partido Liberal apela a cultura de tolerância entre MPLA e UNITA

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O Presidente do Partido Liberal, Euclides Luís de Castro, dirigiu uma carta aos líderes do MPLA e da UNITA, apelando à promoção de uma cultura de moderação, tolerância e diálogo construtivo, num momento particularmente sensível da vida nacional, marcado pela aproximação das eleições gerais de 2027.

Na comunicação, Luís de Castro ressalta que os Presidentes dos “Camaradas” e do “Galo Negro” exercem um papel determinante na história política, na estabilidade e na consolidação democrática de Angola, sendo responsáveis pelo tom do debate público e pelo comportamento de militantes e simpatizantes.

“O exercício da autoridade política e moral traduz-se na capacidade de liderar com equilíbrio, sentido de Estado e respeito pelas instituições, preservando a ordem pública e a unidade nacional”, afirma o dirigente liberal.

O político lembra que Angola é património de todos os angolanos, acima de qualquer disputa partidária, e que a população, que durante décadas suportou os custos humanos e sociais do conflito e da instabilidade, aspira hoje a tranquilidade, segurança e previsibilidade.

Luís de Castro sublinha que os desafios que afectam largas camadas da população fome, dificuldades no acesso à água potável, déficit de saneamento básico, fragilidades do sistema de saúde, limitações do sistema educativo e escassez de oportunidades de emprego não têm natureza ideológica nem partidária, exigindo sensibilidade social, empatia política e esforços convergentes de todas as lideranças relevantes.

O líder liberal apela para que MPLA e UNITA, liderados por João Lourenço e Adalberto Costa Júnior, identifiquem pontos mínimos de convergência em matérias estruturantes do interesse nacional, reforçando a estabilidade política e social, condição essencial para atrair investimentos, fortalecer o empresariado nacional e gerar emprego sustentável.

“Um ambiente político marcado por discursos responsáveis, diálogo institucional e respeito mútuo é, sem dúvida, um activo estratégico para o desenvolvimento de Angola”, escreve Luís de Castro.

O dirigente conclui enfatizando que a competição política própria do regime democrático deve ocorrer no plano das ideias, propostas e programas, preservando sempre a paz social, a estabilidade institucional e a convivência fraterna entre os angolanos.

Segundo Luís de Castro, Angola necessita de consensos mínimos, pontes de entendimento e lideranças comprometidas com o interesse nacional, mesmo em contexto de divergência política legítima.

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