África
Líder do PAIGC promete continuar “combate político” na Guiné-Bissau após ter chegado em Lisboa
O presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, que se encontra em Lisboa, capital portuguesa em tratamento médico, prometeu regressar à Guiné-Bissau para continuar “o combate político”.
“Eu sou guineense e continuarei, assim que possível, este combate. Eu não posso virar costas ao meu povo”, garantiu o opositor guineense, que foi recebido em euforia por dezenas de guineenses residentes em Portugal e que encheram o aeroporto com bandeiras e gritos e cânticos de apoio.
O líder da oposição detido por mais de 220 dias na Guiné-Bissau sob acusação de tentativa de golpe de Estado, admitiu estar a sentir uma “sensação de liberdade e agradecido pela população que o foi acolher no aeroporto”.
Em declarações aos jornalistas, Domingos Simões Pereira escusou-se a responder directamente sobre assuntos internos do seu país, afirmando apenas que “alguém trabalhou, as autoridades trabalharam” e permitiram que estivesse em Portugal.
“Eu quero respeitar esse esforço que foi feito. Assim que conhecer todos os contornos falarei”, assegurou.
Referir que Domingos Simões Pereira chegou nesta sexta-feira, 24, por volta da 1h00 a Lisboa, tendo saído no dia anterior da cadeia, onde se encontrava em prisão preventiva, por ordem do juiz de instrução criminal, Mamadú Embaló, que autorizou que viajasse para Portugal, onde vai submeter-se a tratamento médico.
