África

“Líder do PAIGC e família permanecem sob vigilância armada na Guiné-Bissau”, alerta comunicado familiar

Publicado

em

O líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, e sua família continuam sob vigilância armada permanente, segundo um comunicado divulgado nesta segunda-feira, 2, após relatos de restrições à sua liberdade de circulação na residência familiar. A informação chegou à redação da 103.7 FM, que teve acesso exclusivo ao documento.

De acordo com a nota, mesmo após a saída de Simões Pereira das celas da Segunda Esquadra, onde esteve detido por mais de 60 dias sem mandado judicial, a família permanece cercada por um contingente armado, impedindo entradas e saídas da residência. A detenção ocorreu em 26 de novembro de 2016, quando os militares tomaram o poder à força e anularam a divulgação dos resultados eleitorais presidenciais, após a derrota do general Umaro Sissoco Embaló.

“A transferência para a residência não representa uma restituição efectiva de liberdade, pois permanece sob vigilância armada permanente e com restrições à circulação de toda a família”, lê-se no comunicado familiar.

O documento aponta que a medida teria sido ordenada pelo general Horta Inta-a, atual presidente de facto, em conjunto com o primeiro-ministro Ilídio Vieira Té e o ministro dos Negócios Estrangeiros João Bernardo Vieira, membros do governo militar golpista. A família teme que haja um plano que coloque em risco a integridade física do político.

O comunicado lembra ainda que a Cimeira da CEDEAO, realizada em 14 de dezembro de 2025, determinou a proteção de líderes políticos e a libertação imediata e incondicional dos detidos, decisão que, segundo a família, não foi efectivamente cumprida.

“É particularmente alarmante que os mesmos responsáveis pelo sequestro sejam agora apresentados como seus protetores, levantando sérias preocupações quanto à garantia da sua integridade física e psicológica”, assinala a nota.

Domingos Simões Pereira, de 62 anos, permanece sob prisão domiciliária desde 30 de janeiro de 2026, após a intervenção da CEDEAO, mas a família alerta que não houve qualquer processo judicial que justificasse sua detenção ou restrição de liberdade.

O comunicado foi distribuído à imprensa nacional e internacional, reforçando o alerta sobre os riscos enfrentados pelo político e pela sua família no contexto do governo militar golpista vigente na Guiné-Bissau.

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Exit mobile version