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Letónia deixa de aceitar pedidos de visto de cidadãos russos

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A Letónia vai deixar de aceitar pedidos de visto de cidadãos russos, independentemente do motivo, anunciou ontem o Ministério dos Negócios Estrangeiros daquele país báltico, sublinhando que a medida tem efeitos imediatos.

Com esta decisão, a Letónia sela totalmente as fronteiras do país para com os cidadãos russos, justificando a medida com os “acontecimentos políticos internos imprevisíveis”, numa alusão à rebelião dos mercenários do Grupo Wagner.

Apesar de a medida ter efeito imediato, não abrange os pedidos de visto enviados até este domingo, dia 25 de junho, que ainda se encontrem pendentes e que serão processados.

Citada pela agência Efe, a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Letónia, Diana Eglite, precisou que este é o único país báltico que decidiu suspender totalmente a aceitação de pedidos de visto por cidadãos russos.
“É uma decisão soberana. Nesta fase, não nos coordenámos com os outros aliados”, referiu.

A Estónia, Letónia e Lituânia restringiram o trânsito e a entrada de cidadãos russos e bielorrussos na sequência da invasão da Ucrânia, mas mantiveram algumas excepções, nomeadamente, para familiares de residentes e transportadoras.

No último final de semana, os mercenários do Grupo Wagner realizaram uma rebelião armada de 24 horas, liderada pelo seu líder, Yevgeny Prigozhin, durante a qual tomaram a cidade de Rostov-on-Don, no sul da Rússia, e avançaram até 200 quilómetros da capital Moscovo.

A rebelião terminou com um acordo mediado pelo Presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, que, segundo o Kremlin, estabelece que Prigozhin fique exilado na Bielorrússia, em troca de imunidade para si e para os seus mercenários.