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Las Vegas: Polícia tenta encontrar motivos para o massacre. Eis alguns

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Stephen Paddock tem feito correr muita tinta na imprensa internacional. Recorde-se que este é o autor do massacre que vitimou dezenas de pessoas na semana passada em Las Vegas.

Enquanto a polícia e os meios de comunicação se esforçam por construir um extenso perfil do atirador, que aparentemente passou por vários estados americanos ao longo dos últimos anos, vão surgindo algumas informações sobre o que terá motivado o ataque premeditado.

Conforme avança o The Independent, o reformado apostou um milhão de dólares por noite (aproximadamente 850 mil euros) durante a sua estadia no hotel. 

Para além disso, o jornal britânico apurou que o atirador tomava Valium, um fármaco conhecido pelos seus efeitos antidepressivos.

Em outubro de 2011, Stephen Paddock escorregou no chão molhado do hotel-casino Cosmopolitan, em Las Vegas; dois anos depois, apresentou queixa contra o casino e deu ao seu advogado uma exposição do caso com 97 páginas, obtida pela CNN e entregue ao FBI (polícia federal norte-americana).

No depoimento que entregou ao advogado, ele surge como um reformado rico, mesquinho e arrogante que se tornou um grande jogador que faz périplos pelos casinos do país. E assegura mesmo ter sido, em determinada altura, “o maior jogador de póquer eletrónico do mundo”.

“Ninguém jogava tanto e durante tanto tempo como eu”, explicou ao advogado, acrescentando que em 2006 jogava, “em média, 14 horas por dia, 365 dias por ano”.

“Eu jogava toda a noite (…) e dormia de dia”, relata no depoimento, sublinhando que não bebe álcool em frente à sua máquina, porque “com o que está em jogo, quer-se estar na posse de todas as capacidades”.

O aposentado, que construiu a sua fortuna no imobiliário, apostava “entre 100 e 1.350 dólares” em cada jogo e até um milhão de dólares por noite – o que, para ele, “não era muito dinheiro”.

Na época, Paddock dividia o tempo entre a Califórnia, o Nevada, Texas e Florida, viajando por vezes “até três semanas por mês”. Vivia nos casinos, que lhe ofereciam o quarto em “95% dos casos”, na sua qualidade de grande apostador.

Para jogar, usava calças de fato de treino e chinelos de enfiar no dedo e também levava as suas bebidas, para evitar dar demasiadas gorjetas às empregadas. As suas estadas em Las Vegas tornaram-se mais espaçadas a partir de 2007.

Quando a capital do jogo foi afetada pela crise financeira dos ‘subprimes’, os casinos “ofereciam cada vez menos coisas, já não valia a pena vir com tanta frequência”. No seu testemunho, Paddock afirma ainda não sofrer de doenças mentais nem de dependência de drogas ou álcool e não ter cadastro.

Ao advogado, forneceu também alguns elementos biográficos: cresceu na Califórnia, fez o liceu no bairro de Sun Valley, em Los Angeles, e trabalhou durante algum tempo nos serviços de impostos, antes de investir no imobiliário.

O caso não faz qualquer referência a armas, tendo Paddock indicado apenas que tinha uma licença de porte de arma, desde que esta estivesse guardada, emitida no Texas. Mas sabe-se que, nos últimos meses, comprou dezenas de armas.

Estes são alguns dos factos que têm sido apurados. No entanto, as autoridades continuam a tentar descobrir nas suas finanças um motivo que desencadeou tal massacre, mas até ao momento não foram encontradas pistas efetivamente sólidas.

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