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Economia

Lançado concurso público internacional de investimento para a refinaria do Lobito

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As empresas nacionais e internacionais interessadas em fazer investimentos na refinaria do Lobito têm quatro meses, a partir desta sexta-feira, 09, para preparar e apresentar as suas propostas à Sonangol em envelope fechado e lacrado a ser aberto pela comissão técnica criada a propósito. Dia 14 de Outubro do corrente ano é a data limite de recepção das propostas.

As referidas propostas devem ser submetidas em formato físico, dirigidas ao Presidente do Conselho de Administração da Sonangol, em envelope fechado e lacrado, podendo as mesmas serem a título individual ou em consórcio, com a descrição da sua capacidade financeira e técnica, acompanhado de um historial de investimentos anteriores na mesma tipologia e respectivo valores investidos. O financiamento, segundo o Director de Estratégia e Gestão de Portfólio da Sonangol, Helder Nuno Lisboa, pode ser a base em garantias bancarias ou com capital próprio.

O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, que procedeu o discurso de abertura do concurso, disse que o projecto de investimento para a Refinaria do Lobito está enquadrado no Plano Nacional de Desenvolvimento 2018-2022, para reverter a actual situação em que 80% de consumo de combustível consumido a nível nacional é importado, tendo considerado a Refinaria do Lobito como “uma iniciativa-chave para o cumprimento da meta relativa à redução ou erradicação da nossa dependência externa, em relação aos produtos refinados de petróleo”.

Fez ainda saber que a refinaria terá uma capacidade de processamento de até 200 mil barris/dia, o que “impactará significativamente a economia nacional e a vida das populações”, e poderá eliminar os riscos inerentes à subida do custo dos derivados a nível interno, motivados pelas flutuações cambiais e oscilação do preço dos refinados nos mercados internacionais.

Diamantino Azevedo adiantou ainda que a redução da vulnerabilidade da economia nacional vi assegurar uma maior estabilidade de preços, “conferindo assim aos cidadãos uma confortável estabilidade do poder aquisitivo dos seus rendimentos, levando assim a um maior bem-estar social”.

O ministro Diamantino Azevedo considerou o projecto, de especial para o país para a pretendida independência económica. “Neste quesito, o projecto revela uma intenção clara do Estado angolano em prosseguir com a sua luta para o garante da autossuficiência na produção de refinados e, na valorização da nossa matéria-prima fundamental, que é o petróleo bruto, para o consumo interno e a satisfação das necessidades de combustíveis das nossas populações”, disse.

O governante garantiu apoio à Sonangol bem como aos seus parceiros no âmbito do processo do concurso público de investimento para a refinaria do Lobito, tendo em vista a importância estratégica nacional do projecto, tendo defendido a necessidade de uma comunicação clara e fluída que no seu entender deve ser assegurada para tornar mais célere o seu processo de implementação e facilitar a concretização dos objectivos socioeconómicos que constitui um dos pilares para a revitalização e estabilização macroeconómica nacional.

Sobre a refinaria

A refinaria do Lobito, cujo investimento vai a concurso público internacional deverá ter uma capacidade de produzir até 200 mil barril/dia, de gasolina, gasóleo, full oil com o prazo de vida útil de 30 anos.

A fase de construção da refinaria deverá gerar, de acordo com Diamantino Azevedo, cerca de oito mil postos de trabalho directos e indirectos, ao passo que na fase de operação estarão garantidos outros quatro mil postos de trabalho, com vista a contribuir para a redução da taxa de desemprego e uma utilização mais eficiente do principal recurso de um país.

Já o Governador provincial de Benguela, Luís Nunes, defendeu a empregabilidade da mão de obra local para garantir qualidade de vida às populações da sua província. Considerou, no entanto, o projecto da Refinaria do Lobito, como uma importante infraestrutura “que vai acrescentar valor no desenvolvimento do país”.

O Plano de Desenvolvimento Nacional prevê o aumento da capacidade de produção de derivados de petróleo, programa pelo qual foram lançados os concursos públicos internacionais para a construção das refinarias de Cabinda, com 70 mil barril/dia, do Soyo, com 100 mil barris/dia, bem como das obras de aumento da capacidade da refinaria de Luanda.