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“Lágrimas dos Inocentes” exposto na Galeria Tamar Golan

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A exposição “Lágrimas dos Inocentes”, do artista plástico Mishika Mistous, foi inaugurada, recentemente, na Galeria Tamar Golan, da Fundação Arte e Cultura, pode ser visitada até o dia 6 de Janeiro de 2023.

A exposição “Lágrimas dos Inocentes” é dedicada a todas as crianças ao redor do mundo, cuja infância e  inocência foram roubadas, crianças que sofrem domésticas e outros de abusos, crianças que perderam os seus pais de forma brutal e para todas aquelas que lutam todos os dias para sua sobrevivência.

No texto de apresentação técnica, da autoria de Fernando Carvalho “Tozé” refere que “Olivier Mistous propõe-nos uma estética pictórica, com elementos de combinação dos seus matizes em tons que caracterizam as suas criações, dando importância aos detalhes referenciais dos aspectos de identidade cultural da Etnia de Cabinda e Lunda Chokwe, mergulhados em tons quentes com predominância da cor vermelha, emergindo em horizontes de tons ora azuis ora magenta. Olivier Mistous, pintor com percurso de formação oriunda da Academia Congolesa do Belas Artes, vem nos apresentando de forma regular nas suas propostas, uma evolução crescente perceptível na sua plasticidade”.

O autor apresenta a exposição como um projecto que traz algumas atrocidades que as crianças sofrem ao redor do mundo, principalmente em África. “Um dos exemplos, é os ‘Diamantes de Sangue’ da Serra Leoa. Na verdade, a expressão ‘Diamantes de Sangue’ referia-se aos diamantes contrabandeados para financiar a Guerra Civil na Serra Leoa, na década de 1990. Muitas destas crianças foram levadas dos seus pais à força, pelos rebeldes. Muitos dos pais foram mortos em frente dos seus filhos. Mães choraram os filhos que nunca voltariam a ver. Diz-se que dentro das minas de diamantes havia mais crianças do que adultos”.

Conclui que Mistous, actualmente, “falamos dos ‘telefones de sangue’, em que está envolvido o Coltan, do qual se extraem metais mais cobiçados que o ouro. 80% das suas reservas encontram-se na República Democrática do Congo. Diz-se, também, que grupos terroristas sequestram crianças para trabalharem na exploração das minas”.