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Khamenei culpa Trump e EUA pelas mortes nos protestos no Irão

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O líder supremo do Irão, Ayatollah Ali Khamenei, responsabilizou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelas mortes ocorridas durante a recente onda de protestos no país, duramente reprimida pelas forças de segurança, segundo várias organizações não governamentais.

“Não pretendemos levar o país para a guerra, mas não pouparemos os criminosos internos. E pior do que os criminosos internos, os criminosos internacionais, também não os pouparemos”, declarou Khamenei perante uma multidão de apoiantes durante um discurso num feriado religioso.

O líder iraniano acusou Trump de ser “responsável pelas vítimas, pelos danos e pelas acusações que lançou contra a nação iraniana” e classificou os acontecimentos como uma “conspiração americana”. Segundo Khamenei, o objetivo dos Estados Unidos seria “engolir o Irã” e colocar o país “novamente sob domínio militar, político e económico”. Ele acrescentou que as autoridades iranianas “devem quebrar as costas dos sediciosos”.

Os protestos começaram em 28 de dezembro, quando comerciantes de Teerão fecharam os seus estabelecimentos devido à queda do rial, mas rapidamente se espalharam pelo país, com manifestantes a entoarem gritos de “Morte à República Islâmica” e “Morte a Khamenei”.

Em paralelo, uma ONG curda de direitos humanos, Hengaw, alertou que pode haver vários casos semelhantes ao de Erfan Soltani, um jovem de 26 anos condenado à morte, cuja execução estava marcada para ocorrer nesta quarta-feira. A organização informou que o apagão quase total da internet imposto pelas autoridades dificulta a obtenção de informações sobre outros manifestantes que possam ter recebido sentenças capitais.

“Tememos que existam muitos casos como o de Erfan”, disse Awyer Shekhi, da Hengaw, à BBC, acrescentando que a falta de comunicação torna “praticamente impossível” saber quantas pessoas foram condenadas à morte nos bastidores do sistema judicial iraniano.

Em resposta, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ter sido informado de que as “execuções” foram suspensas. Durante um evento na Casa Branca, Trump declarou que, segundo “fonte segura”, o “massacre no Irão está parando. Parou… E não há plano para execuções”, sem fornecer detalhes adicionais.

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