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Kabila diz que não há razão para adiar eleições de domingo na RDCongo

O Presidente da República Democrática do Congo diz que “não há mais razão” para impedir a eleição presidencial de domingo, mas culpa o surto de Ébola pela decisão de afastar mais de um milhão de eleitores das urnas.

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Numa entrevista à Associated Press (AP), Joseph Kabila disse que seria um “desastre” se as pessoas votassem no domingo em duas grandes comunidades na zona de epidemia de Ébola, afirmando que “uma única pessoa” poderia infetar dezenas ou centenas de outras.

Estas afirmações, proferidas na noite de quinta-feira, contradizem as dos próprios oficiais de saúde, que disseram terem sido tomadas precauções, em colaboração com as autoridades eleitorais, para que as pessoas pudessem votar na zona do surto.

A votação foi atrasada nos redutos da oposição Beni e Butembo para março, muito depois da posse do sucessor de Kabila, que decorrerá em janeiro.

Entretanto, a coligação Lamuka, liderada por Martin Fayulu, um dos principais candidatos da oposição às presidenciais de domingo na República Democrática do Congo (RDCongo), convocou para hoje uma greve geral em todo o país para contestar o adiamento parcial das eleições.

O principal objetivo desta greve geral de “cidade morta”, semelhante a outras iniciativas organizadas contra Joseph Kabila, passa por protestar contra o adiamento das eleições nas províncias de Kivu do Norte e Mai-Ndombe, acontecendo precisamente no último dia de campanha eleitoral.

Numa conferência de imprensa realizada na quinta-feira, a Lamuka pediu à Comissão Eleitoral Nacional Independente (CENI) que anulasse este adiamento, que afetará 1,2 milhões de eleitores.

A comissão eleitoral justificou o adiamento, para março de 2019 com a falta de condições de segurança devido à epidemia de Ébola, argumentos que não convenceram os candidatos da oposição ao regime de Joseph Kabila.

A epidemia do vírus Ébola, que se transmite por contacto físico através de fluidos corporais infetados e que provoca febre hemorrágica, foi declarada em 01 de agosto deste ano, em Mangina, nas províncias de Kivu Norte e Ituri, tendo provocado até 24 de dezembro a morte a 354 pessoas e infetado outras 583, segundo dados Organização Mundial de Saúde.

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