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Judoca qualificado clama por patrocínio para representar Angola no mundial da Itália

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O único atleta angolano qualificado para representar Angola no mundial de judo na categoria de júnior, em Outubro deste ano, na Itália, organizada pela Federação Internacional de Judo, corre o risco de perder o campeonato por falta de apoio financeiro, para custear a passagem e toda logística.

Dienlelo Mpombolo Luvumbo, atleta de 20 anos de idade, escolhido para disputar o Mundial da modalidade, na Itália, garante trazer os prémios para Angola, mas para participar, o jovem precisa, à princípio, de um patrocínio de 1 milhão de kwanzas(1.000.000.00), que inclui a passagem e a logística durante a competição.

“Com 1 milhão de kwanzas tenho tudo resolvido, contando com a passagem, estadia e alimentação. Se eu comprar a passagem antes, está no valor de 500 ou 600 mil kwanzas, se for depois pode ficar mais caro. Eu estou a treinar duro e eu sei que posso trazer a vitória. Não vou representar a minha família numa academia, mas sim, o meu país. É mais um angolano que está a pedir apoio, invistam e apoiem, atendendo a minha idade, estou a lutar bastante, daqui a alguns anos posso não ter a mesma energia que tenho hoje, ou não dar aquilo que as pessoas podem me exigir. Mas enquanto posso, estou aqui a solicitar que me ajudem para ver se consigo participar nestes campeonatos mundiais”, solicitou o atleta durante uma entrevista ao Correio da Kianda.

Luvumbo treina há 12 anos, de lá para cá, já venceu várias competições provinciais e nacionais na categoria de juniores e seniores, das quais recebeu inúmeros prémios, e foi campeão da Taça de Luanda, em Janeiro do ano passado. No mês passado, o atleta estava qualificado para o campeonato africano de judo, que aconteceu em Senegal, não disputou por falta de patrocínio, porém, agora quer concretizar o sonho de representar o país no mais alto escalão das competições da modalidade, visto que recebeu a convocatória para o campeonato Open Málaga, na Espanha, bem como no mundial de judo, na Itália.

“Fui a várias instituições pedindo apoio para participar no campeonato africano, exemplo da Total, Sonangol, Unitel, mas até agora não tive nenhuma resposta. A Federação Angolana de Judo alega dizendo que, visto que a direcção é nova, não tem meios para sustentar as despesas”, lamentou.

“Nas minhas competições eu tenho apoio do meu clube, da família e de outras pessoas. Foram estes apoios que me permitiram fazer algumas coisas como, tratar o cartão internacional”, finalizou.

Por Pedro Kididi

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