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Judiciário “tornou-se um epicentro da corrupção” em Angola, denuncia Rafael Marques

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O Judiciário “tornou-se um epicentro da corrupção” em Angola, denunciou esta terça-feira, 13, o activista dos direitos humanos, Rafael Marques, durante o Fórum da Sociedade Civil, evento integrado à Cimeira Estados Unidos da América – África, que decorre em Washington.

Em declarações publicadas pela Lusa, Rafael Marques acusou ainda o Presidente da República, João Lourenço, de “retaliar politicamente contra inimigos pessoais”, tecendo várias críticas ao sistema “de patrocínio e recompensa” existente no país, “que promove a corrupção”.

Citou como exemplo a escala de salários e benefícios do sector público, que considera como “um mecanismo interno e institucional para a produção em massa de ladrões de cima para baixo”.

Em relação ao judiciário, Rafael Marques defendeu que não existe separação de poderes. “Portanto, o Judiciário não é independente”, apontou.

“Apesar das crescentes evidências de corrupção, a decisão sobre se os casos serão arquivados, paralisados ou levados a audiência nos tribunais continua a ser uma decisão política. Os poderosos e bem relacionados continuam a desfrutar da impunidade. Não há mudança palpável, portanto, não há justiça”, falou, citado pela Lusa.

Iniciativa do presidente Joe Biden, a Cimeira Estados Unidos da América – África, que reúne, em Washington, líderes de todo o continente africano, tem como meta “demonstrar o compromisso norte-americano com África, destacando a importância das relações EUA-África, e maior cooperação em prioridades globais compartilhadas”.

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