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Politica

JPA e JURS questionam origem do dinheiro da JMPLA

António Cassoma

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Os líderes juvenis das formações políticas na oposição da CASA-CE, Juventude Patriótica de Angola (JPA) e do PRS, Juventude de Renovação Social (JURS), mostraram-se duvidosos sobre a origem do dinheiro que o braço juvenil do partido MPLA (JMPLA) usa para obtenção dos meios a sua disposição.

A inquietação dos líderes juvenis da coligação e partido político na oposição é resultante de ofertas de meios  informáticos, alimentação, motorizadas e materiais de propagandas, que o primeiro secretário nacional da JMPLA, Crispiniano dos Santos, tem fornecido  aos comités provinciais e municipais da sua organização, conforme noticiou o Correio da Kianda.

Os jovens foram unánimes em afirmar que a JMPLA usa dinheiro do Estado para beneficio próprio, por ser organização de massa do partido-Estado.

O líder da juventude Patriótica de Angola (JPA), Domingos Garcia, considera que apesar da JMPLA está filiada ao partido no poder e com maior orçamento em relação aos demais partidos no país, não justifica o dinheiro que a juventude do MPLA gasta.

“O MPLA é o partido com maior quotização orçamental entre os demais partidos, acabando assim, investindo melhor nas suas organizações de massas no caso da JMPLA e a OMA”, diz mas questiona o recurso financeiro que a JMPLA usa, acreditando que “existe alguma coisa que está longe dos olhos de todos”.

Domingos Garcia acredita que a JMPLA usa dinheiro do Estado, através de “pequenas células”, camufladas, organizações cívicas que servem de lavagem de dinheiro para beneficiar a JMPLA.

Para o secretário permanente nacional da JURS, Gaspar dos Santos Fernandes, a JMPLA beneficia-se do dinheiro do estado a partir do CANFEU: “a JMPLA deve se desfazer dos monopólios de algumas organizações que dizem ser cívicas e deixar de gastar dinheiro do Estado como se estivessem a gastar do partido”.

Gaspar dos Santos entende que são se justifica como é que as plataformas juvenis como instituto o Nacional da Juventude e o Conselho Nacional da Juventude, solicitam apoios  ao Ministério da Juventude e Desportos e algumas empresas dizem que não têm dinheiro, mas quando a JMPLA o faz, eles dão. Para o político, “algo não bate certo”.

Os jovens são de opinião que o CNJ deve ser despartidarizado e desvinculado do Ministério da Juventude e Desportos.

Domingos Garcia defende um orçamento direcionado a CNJ, por ser um órgão de entidade pública, e deixar de estar a reboque do Ministério da Juventude e Desportos, visto que recebe valores do Estado e bem como das Nações Unidas para defender direitos e algumas causas da juventude.

Para o político, o CNJ precisa de autonomia organizativa, política e financeira, só assim poderá alcançar  os seus objectivos.

Já Gaspar Fernandes diz ser necessário a despartidarização a nível da presidência no CNJ, para que haja concórdia entre organizações filiadas. Assegura que no CNJ tem muitas associações que se fazem passar de organizações da sociedade civil, mas que pertencem ao JMPLA.

Tentamos ouvir o posicionamento da JMPLA, mas não tivemos sucesso até o fecho desta matéria.

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