Desporto
Jovens promovem desporto na comunidade para desencorajar a delinquência em Luanda
Um projecto de integração juvenil, com o objectivo de ajudar na reintegração social e combate à delinquência juvenil, através da massificação da prática desportiva nas comunidades, está a ser levado acabo por um grupo de jovens no bairro Dangareux, município do Tatalatona.
De acordo com um dos mentores Domingos José Ganga “Zida”, a ideia é identificar talentos e integrá-los no desporto e na cultura, como forma de prevenir a ocorrência de crimes.
“É por causa do índice de criminalidade, e incentivamos também os jovens a se apresentarem diante dos olheiros, nós decidimos escolher esse torneio, melhorar esse campeonato para termos um bairro com criminalidade reduzida – tivemos a fase de grupos e do mata-mata, finalizamos com a equipa de Futebol Clube da Espanha e Futebol Clube Liga do Bem, que venceu o campeonato o resultado desde o princípio do campeonato tem sido positivo”, disse.
Segundo disse, tem havido um número considerável de jovens que abandonam a criminalidade e se juntam aos clubes que na sua maioria são de diferentes zonas do bairro Dangereux. “Zida”, lamenta que a maior dificuldade tem sido a falta de apoio institucional, mormente a administração municipal do Talatona, o CNJ e o Comando municipal da Polícia Nacional.
“Há jovens a nos solicitarem, nós não estamos só a falar de futebol, estamos a falar também de cultura e tem sido muito bom, infelizmente, não temos apoio ainda, precisamos de apoio tanto da Administração, do Governo Provincial de Luanda, a comunidade em geral, o bairro em si, não só o Dangareux, mas outros bairros também”, apelou.
Referir que, o Dangereux é um bairro pertencente ao município do Talatona, onde a criminalidade atinge contornos preocupantes nos últimos dias. Moradores afirmam que os amigos do crimes actuam preferencialmente no período nocturno, invadindo residências com recurso a armas de fogo. numa recente ronda efectuada na zona pela equipa de reportagem da Rádio Correio da Kianda, populares queixaram-se igualmente do fraco policiamento de proximidade e apelaram mais ação da polícia na zona.