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Economia

Jovens fazem “negócio” com enchentes e falta de dinheiro nos ATMs

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Continua a problemática de longas filas em ATMs da capital angolana e cidadãos dizem-se agastados com a situação. Dificuldades para uns, oportunidades para outros, como o Correio da Kianda pôde atestar.

Em declarações hoje, 6, à Rádio Correio da Kianda, Feliciano Guerra disse ter percorrido quase todo Município do Kilamba Kiaxi na ânsia de encontrar um ATM com pouca gente, mas sem sucesso. Conta que levou dois dias para conseguir levantar o seu dinheiro.

Adriana Serafim afirma que a situação é sufocante porque, além das enchentes outra preocupação está relacionada com a falta de dinheiro em alguns ATM.

O cidadão Albano José revela que, por conta disso, vários cidadãos vêem-se obrigados a recorrer aos jovens que circulam com os Terminais de Pagamento Automático (TPA), onde são descontados 100 kwanzas para cada operação de 1000 kwanzas.

E para quem vê a falta de dinheiro nos ATM como uma oportunidade para facturar, diz que o negócio é rentável. É o caso do jovem Amadeu Filipe, que fala em 70 mil kwanzas de facturação por dia.

O economista Alberto Jaime sustenta que as enchentes em ATM devem-se a pouca colocação de dinheiro nessas máquinas por parte dos bancos.

O também docente universitário sublinha que nos últimos anos cresceu o número de cidadãos que utilizam os cartões multicaixa e por isso há necessidade de os bancos colocarem à disposição da população mais ATMs para atender a demanda.

Formado em radiojornalismo, com passagem por órgãos de comunicação social públicos e privados. Possui formação internacional em Comunicação e Multimedia. Estudante do curso superior de Gestão/Comunicação e Marketing.