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Jovens do MRA dizem que discurso à Nação não foi realista

António Cassoma

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O discurso sobre o Estado da Nação apresentado na passada quinta-feira, 15, pelo Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, continua a ser assunto de debate entre as várias classes da sociedade angolana. Desta vez, a reacção vem dos dois membros do auto-denominado Movimento Revolucionário de Angola (MRA) que, em entrevista ao Correio da Kianda, nesta quarta-feira, 21, disseram que o discurso apresentado é de “uma Angola virtual”, denunciando que o país continua a registar pessoas a morrerem por causa da fome e milhares de jovem continuam sem emprego.

O coordenador da Plataforma de Intervenção do Kilamba Kiaki, activista e membro da Organização de Jovens pelas Autarquias, Donito Carlos Kaculo Kabaça, disse que o presidente fez um discurso irrealista “porque nem ele, nem os seus auxiliares sabem a vida real da população”.

“Para quem vive a vida nos bairros e zonas recônditas, sabe que este país tem locais que nem há presença do Estado, ou seja, o chefe de Estado pintou no seu discurso uma Angola da baixa da cidade de Luanda e não da realidade do povo angolano”, rematou.

Para o defensor dos direitos humanos, em Angola há pessoas a morrer de fome, jovem sem emprego, para além da miséria que sobe de forma galopante e tem resultado em vários protestos nas ruas que, segundo o jovem, o titular do Poder Executivo “prefere ignorar e ver como se nada estivesse a acontecer”.

Por sua vez, o activista Nelson Mucazo Euclides, residente na província do Moxico, disse que o discurso do presidente João Lourenço veio adiar mais uma vez o sonho dos angolanos por ser apenas “um simples relatório feito pelo seu Executivo” e que aguardava por parte do Chefe de Estado uma auto-demissão.

“Temos que ter noção das coisas e saber separar entre falar à Nação e apresentar um simples relatório”, frisou e acrescenta que, o que foi lido, na passada quinta-feira, 15, não foi trabalho de um chefe da Nação, mas sim, de “um ministro a prestar contas no seu executivo. Desta forma não vamos conseguir”, lamentou.

Os activistas, que defendem a realização das eleições autárquicas, foram unânimes em lamentar a não calendarização deste pleito.

“As autarquias são o garante do desenvolvimento do país, sem a calendarização, João Lourenço vai demonstrando que não quer um país desenvolvido”, que, segundo os jovens, “contradiz com aquilo que se tem dito nos seus discursos”.

Os mesmos ainda acusam o titular do Poder Executivo de manter uma “falsa esperança” sobre a realização, pela primeira vem em Angola, das eleições autárquicas.

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