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Jovem deixa empresa de segurança para engraxar sapatos e rende mais de 60 mil kwanzas por mês

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Um jovem de 22 anos, residente no Gamek, distrito urbano da Samba, em Luanda, decidiu abandonar a empresa onde trabalhava como segurança para se dedicar a engraxar sapatos, que lhe rende mais de 60 mil kwanzas por mês, uma soma superior ao salário mínimo nacional e comparado ao de um soldado das Forças Armadas Angolanas (FAA).

António Mulunda Chaló, pai de um filho, contou ao Correio da Kianda que ficou dois meses sem salário na empresa de segurança e ganhava 25 mil kwanzas, e com objectivo de cobrir as suas despesas diárias, viu-se obrigado a recorrer ao outro ofício, que exerce há 5 meses.

“Eu faço trabalho de engraxar sapatos há 5 meses. Saí de uma empresa de segurança, onde trabalhei dois meses, infelizmente, não me pagaram os dois meses e preferi ficar a engraxar sapatos. Estou a ver que aqui, no Nosso Centro, está melhor que lá onde eu estava. Por mês consigo fazer 60 mil kwanzas ou mais”, começou por dizer.

Com o dinheiro que ganha limpando sapatos de estudantes, funcionários públicos e outros profissionais como professores, jornalistas, o engraxate paga as suas contas, ajuda a família e economiza para dar continuidade a sua formação académica, no curso de Ciências Físicas e Biológicas.

“Aqui, por dia, consigo fazer 4 ou 5 mil kwanzas ou mais, por causa dos serviços que faço. Engraxo e coso sapatos, vendo whisky, faço chamadas, vendo lapiseiras, envelope, e, no final do dia, consigo sustentar a minha família, o meu filho e a minha mulher. Estudava, mas com essas necessidades já não consegui. Parei na 10ª classe, no curso de Ciências Físicas e Biológicas, e penso em terminar os estudos”, revelou ao nosso jornal, apelando aos outros jovens que se empenhem a ganhar dinheiro de forma digna, no sentido de cobrirem as suas despesas diárias.

“Acredito que se alguns jovens seguirem o mesmo passo que eu, verão a sua vida, não melhorar, mas minimizando o sofrimento. Peço que os jovens façam alguma coisa digna que lhes dê dinheiro do dia-a-dia”, apelou.

Por Pedro Kididi

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