Connect with us

Desporto

Jornalistas morrem em plena cobertura do mundial de futebol

Published

on

Dois jornalistas perderam a vida, num espaço de 24 horas, durante a cobertura do Mundial de Futebol que decorre no Qatar. No sábado morreu um e na sexta, outro, jornalista americano morreu em pleno estádio, na cobertura.

A morte mais recente é do fotojornalista local Khalid al-Misslam, da Al Kass TV, que foi dado como morto este sábado, 10, quando fazia cobertura jornalística do campeonato mundial de futebol que decorre naquele país asiático.

De acordo com o jornal local Gulf Times, o profissional morreu repentinamente enquanto cobria o campeonato.

A cadeia de televisão Al Kass TV para a qual Khalid al-Misslam trabalhava, confirmou a morte do seu profissional, através de um comunicado publicado nas suas redes sociais, poucas horas depois de a morte ter sido declarada.

A primeira morte de profissional da comunicação social, foi do jornalista americano Grant Wahl,  na sexta-feira, enquanto cobria o jogo Argentina-Países Baixos.

O agente de Wahl, Tim Scanlan, revelou que o jornalista parece ter sofrido de “um tipo de dor aguda durante o tempo extra do jogo dos quartos de final”.

Citado pela Reuters, Scanlan refere que ainda que foram realizadas tentativas de reanimação do jornalista Wahl na tribuna de imprensa do Estádio Lusail, antes de ser transportado para o hospital local onde foi confirmada a morte.

“Estamos todos emocionados com o que aconteceu, é realmente traumático”, afirmou o agente, que deixou a sua homenagem ao jornalista:”Ele era um verdadeiro defensor do jogo, tanto para os homens como para as mulheres, e preocupava-se profundamente com o desporto. Era empático e um escritor verdadeiramente brilhante”.

A Federação de Futebol dos Estados Unidos usou a rede social Twitter para lamentar a morte de Wahl, numa publicação em que se pode ler: “Temos o coração partido depois de sabermos o que aconteceu”. A mulher do jornalista comentou “estou em completo choque”, lê-se numa publicação da agência de notícias Reuters.

Os organizadores do campeonato do mundo no Qatar também apresentaram as suas condolências à família, amigos e colegas de comunicação social do jornalista norte-americano.

O porta-voz do SC disse que o comité se encontra “em contacto com a embaixada dos Estados Unidos da América para assegurar que o transporte do corpo é feito segundo os desejos da família”.

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, também apresentou condolências: “O amor de Wahl pelo futebol era imenso e a sua falta será sentida por todos os que acompanham o jogo a nível global”.

O Comitê Supremo da Copa do Mundo manifestou-se consternado e solidário pela morte do profissional, referindo-se a Grant Wahl, de 47 anos, como tendo sido, até a data da morte um dos principais jornalistas desportivos dos Estados Unidos e que tinha o futebol como principal especialidade.

“Estamos profundamente tristes com a morte do jornalista americano Grant Wahl.
Grant era conhecido por seu enorme amor pelo futebol e estava no Qatar para cobrir sua oitava Copa do Mundo da FIFA. Ele passou mal na tribuna de imprensa do Estádio Lusail, durante a partida das quartas de final da noite passada entre Argentina x Holanda. Ele recebeu tratamento médico de emergência no local, que continuou enquanto ele era transferido de ambulância para o Hamad General Hospital.

Oferecemos nossas mais profundas condolências à família de Grant, amigos e seus muitos colegas próximos na mídia. Estamos em contato com a Embaixada dos EUA e as autoridades locais relevantes para garantir que o processo de repatriação do corpo esteja de acordo com os desejos da família”, lê-se na mensagem difundida pela organização.

Incidente no acesso ao estádio

A quando da abertura do campeonato do mundo, em Novembro último, Wahl tinha sido retido num ponto de controlo de segurança de um estádio do Campeonato do Mundo, quando tentou entrar para o recinto, com uma camisola arco-íris em apoio à comunidade LGBTQ.

Na altura, o jornalista disse que a segurança do Campeonato do Mundo lhe negou a entrada no inicio do jogo dos Estados Unidos contra o País de Gales, no Estádio Ahmad Bin Ali, e pediram-lhe que retirasse a camisola. No Qatar, as relações entre pessoas do mesmo sexo são ilegais.