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Economia

Jornalistas económicos defendem maior partilha de informações sobre recursos minerais

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O presidente da Associação dos Jornalistas Económicos de Angola (AJECO), João Joaquim, defendeu a necessidade de se prover o maior volume de informação sobre o sector mineiro, para os profissionais da comunicação social, para permitir que estes informem com mais rigor sobre as actividades de mineralogia.

O responsável associativo falava na manhã desta quinta-feira, 09, em Luanda, no discurso de abertura de um seminário de capacitação de jornalistas económicos e profissionais da comunicação social, em parceria com a Agencia Nacional de Recursos Minerais, com o tema central ‘descodificar a linguagem do sector para melhor comunicar’.

João Joaquim mostrou-se preocupado com a interpretação no tratamento de matérias jornalísticas, sobretudo, nas áreas mais técnicas, como do Sector dos Recursos Minerais, tendo afirmado que “a AJECO entende que os jornalistas necessitam constantemente de analisar, assim como compreender as mudanças que ocorrem num determinado sector da economia, quer em termos estruturais, de terminologia, ou de outra natureza, pelo que o aperfeiçoamento deve ser uma tarefa constante”.

O objectivo, adiantou ainda, é a melhorar a compreensão a respeito dos principais aspectos da conjuntura económica nacional e mundial e, bem como facilitar a tradução e a comunicação para o público.

João Joaquim defendeu disse ainda ser necessário prover ao público informações sobre todo o potencial dos demais recursos mineiros do país, pois “o país detém um grande potencial em matéria de mineração, mas aos olhos do cidadão comum só a actividade diamantífera é a que tem maior relevância para a economia relegando para atrás o potencial de outros mineiros, como no caso da exploração do ferro, manganês, ouro, etc”.

Pediu ainda, que os jornalistas da espacialidade, devem saber de forma mais detalhada sobre o papel da Agência Nacional de Recursos Minerais (ANRM) e as suas questões jurídicas afectas à outorga de Direitos Mineiros, bem como do Novo Modelo de Governação no Sector Mineiro e o seu papel na Governação do Sector.

“Nós jornalistas nos interessa saber sobre as fases do licenciamento mineiro, conceitos básicos e os passos para a obtenção de um título mineiro documentação exigida; taxas e emolumentos inerentes e órgãos intervenientes”, referiu.

Disse ainda que os jornalistas económicos enfrentam inúmeros os desafios na procura de respostas à matéria relacionadas ao sector mineiro.

“Considero sempre que o jornalismo económico só vinca se as fontes de informação forem capazes de municiar os profissionais com informações credíveis, capazes de mudar o pensamento das pessoas”, avançou, defendendo por esta razão que as instituições se mostrem abertas a disponibilização de dados, para permitir maior credibilidade das acções de quem governa.

João Joaquim incentivou a continuação de debates e o intercambio de ideias entre profissionais ligados à matéria económica, a divulgação de documentos e de outro material sobre a economia e ciências afins, estimular a pesquisa e investigação sobre questões económicas, elaborar, planificar ou executar a criação de bases de dados e arquivos de matérias inerentes à economia de Angola e Mundial.

Já o Presidente do Conselho de Administração da Agência Nacional de Recursos Minerais, Jacinto Rocha, considerou “preponderante e imperativo” o asseguramento da eficácia da coordenação institucional do Sector Mineiro para a prevenir e eliminar conflitos de interesse, garantir a transparência nos actos e procedimentos relativos à outorga de direitos mineiros. Outro ganho apontado pelo PCA da ANRM é a necessidade do cumprimentos das demais disposições previstas no Código Mineiro e legislação aplicável.

Jacinto Rocha comprometeu-se, no entanto, a dar abertura aos profissionais da comunicação social para a partilha de informação de interesse jornalísticos.
“Atendemos, com muito agrado, a iniciativa da vossa respeitada associação para juntos, com espírito de abertura, transparência e responsabilidade disponibilizarmos o máximo de informação e, juntamente, fazermos passar uma mensagem credível sobre o sector mineiro nacional”, disse.

Disse ainda que o sector mineiro nacional vai afirmar-se como contribuinte significante no PIB dos próximos anos e fortalecerá a economia Nacional.

Temas e prelectores

O seminário de capacitação esteve dividido em três módulos. O primeiro abordou o papel da Agência Nacional e as questões jurídicas afectas à outorga de direitos mineiros, tema sobre o qual a jurista Mara Oliveira apresentou o novo modelo de governação do sector mineiro bem como o papel da agencia na governação do sector.
Lucombo Pedro foi responsável por abordar o segundo módulo, sobre as fases do licenciamento, ao passo que a importância estratégica da mineração na economia nacional, para o terceiro módulo.

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